Como sobreviver a uma guerra nuclear: Rússia acrescenta nova disciplina ao currículo escolar

Nova disciplina é uma reminiscência do curso de treino militar básico da era soviética, ministrado nas escolas em abolido em 1993

Francisco Laranjeira

Os estudantes do ensino secundário na Rússia vão ser instruídos de como se devem proteger numa possível guerra nuclear como parte do currículo escolar nacional, informou esta terça-feira o jornal ‘Kommersant’, que indicou que os alunos vão aprender sobre “as propriedades de combate e os efeitos prejudiciais das armas de destruição em massa, bem como os métodos de proteção contra elas”.

A disciplina em causa – “Fundamentos de Segurança e Defesa da Pátria” – está a ser lançada nas escolas secundárias da Rússia para permitir aos alunos do secundário aprenderem os fundamentos da comunicação construtiva, como identificar “fenómenos perigosos na interação social” e como combater “atividades extremistas e terroristas”.



De acordo com despacho do Ministério da Educação russa, os alunos vão também “desenvolver intolerância às manifestações de violência na interação social” e a capacidade de neutralizar o perigo no ambiente digital. A versão completa da disciplina será administrada nas escolas a partir de 1 de setembro.

A nova disciplina é uma reminiscência do curso de treino militar básico da era soviética, ministrado nas escolas em abolido em 1993. Segundo Sergey Mironov, chefe do partido ‘Uma Rússia Justa’, salientou que a implementação deste curso “prepararia sistematicamente os cidadãos para um possível confronto com o inimigo”.

Recorde-se que Putin assinou uma lei em agosto de 2023 que introduz o curso obrigatório de segurança e defesa nas escolas como parte de uma revisão do currículo nacional. Outros elementos da disciplina incluem treino militar básico, como usar uma Kalashnikov e granadas de mão, como administrar primeiros socorros em combate e aulas de autodefesa.

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