Lloyd Austin, secretário de Defesa dos Estados Unidos, prometeu, esta segunda-feira, que os EUA vão tomar “todas as ações necessárias” para defender as suas tropas depois de um ataque de drones por militantes apoiados pelo Irão que matou três militares americanos e feriu dezenas de outros.
O ataque de domingo foi o primeiro ataque mortal contra tropas dos Estados Unidos desde que eclodiu, em outubro, a guerra entre Israel e o Hamas, e marca uma grande escalada nas tensões do Médio Oriente.
“Deixe-me começar com minha indignação e tristeza (pelas) mortes de três bravos soldados dos EUA na Jordânia e pelos outros soldados que ficaram feridos”, disse Austin no Pentágono. “O presidente e eu não toleraremos ataques às forças dos EUA e tomaremos todas as ações necessárias para defender os EUA e as nossas tropas”, acrescentou, no início da reunião com o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, no Pentágono.
Os Estados Unidos estão tentando determinar exatamente por que os quase 350 soldados na base na Jordânia, conhecida como Torre 22, não conseguiram deter o drone.
Segundo a agência ‘Reuters’, duas autoridades garantiram que um drone americano estava a aproximar-se da base no mesmo momento que o drone de ataque, que voava baixo, fatores que podem ter contribuído para que não fosse percebido pelas defesas da base.
As tropas dos EUA foram atacadas mais de 150 vezes no Iraque, na Síria e na Jordânia, bem como em navios de guerra no Mar Vermelho, onde combatentes Houthi no Iémen têm disparado drones e mísseis.
Os ataques estão a aumentar a pressão política sobre o presidente Joe Biden para desferir um golpe direto contra o Irão, uma medida que ele tem relutado em tomar por medo de desencadear uma guerra mais ampla.
As opções de Biden podem variar entre atacar as forças iranianas fora ou mesmo dentro do Irão, ou optar por um ataque retaliatório mais cauteloso apenas contra os militantes responsáveis, apoiados pelo Irão, dizem os especialistas. “O Irão continua a desestabilizar a região, isto inclui apoiar terroristas que atacam os nossos navios no Mar Vermelho”, referiu Stoltenberg.
O porta-voz de segurança nacional da Casa Branca, John Kirby, disse que Biden estudava como responder como responder ao ataque na Jordânia. “Não queremos uma guerra mais ampla com o Irão. Não queremos uma guerra mais ampla na região, mas temos de fazer o que temos de fazer”, salientou.




