Israel: “Não fazemos mal a civis, especialmente mulheres e crianças”. Se aconteceu, “foi acidente”, garante Hamas

Comunicado do grupo segue-se a investigações que vieram a apurar que elementos da UNRWA participaram nos ataques do Hamas contra Israel a 7 de outubro do ano passado

Pedro Gonçalves
Janeiro 29, 2024
14:49

O Hamas utilizou as redes sociais para emitir um comunicado no qual garante não atacar civis, “especialmente crianças, mulheres e idosos”, numa altura em que dá que falar a investigação que veio a apurar que funcionários da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina(UNRWA) terão participado nos ataques do Hamas contra Israel, a 7 de outubro de 2023.

Ainda que, nessa ofensiva, seja amplamente conhecido que os elementos do grupo terrorista atacaram e pilharam várias localidades e povoamentos israelitas, matando e feito reféns centenas de pessoas (incluindo dos referidos grupos populacionais), o Hamas sustenta em nota: “Evitar prejudicar civis, especialmente crianças, mulheres e idosos, é um compromisso moral e religioso de todos os combatentes das Brigadas Al-Qassam [braço-armado do Hamas]”.



O grupo assegura que todos “os combatentes palestinianos têm tido cuidado em não prejudicar civis, apesar de a resistência não possuir armas precisas”, e acrescenta que “caso tenha havido algum caso de civis” terem sido alvo de ataques do Hamas, “isso aconteceu acidentalmente”.

Também já está segunda-feira, sobre o caso, e após se saber que alguns dos elementos da UNRWA suspeitos de participarem nos ataques do Hamas trabalhavam como professores, o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu confirmou que o dossier tem circulado entre o Governo.

Netanyahu acusou a agência da ONU de estar “perfurada pelo Hamas”, e acusou estes elementos de terem estado a ensinar “terrorismo” às crianças.

“Descobrimos que há 13 trabalhadores da UNRWA que participaram, direta ou indiretamente, no massacre de 7 de outubro. Nas escolas da UNRWA, tem estado a ensinar as doutrinas de extermínio de Israel, as doutrinas do terrorismo. Têm estado a glorificar e a apelar ao terrorismo”, disse o responsável, citado pela Reuters.

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