Este sábado é dia 25 de novembro, data que divide esquerda e direita em Portugal, mas que ainda assim, em Lisboa, como prometeu o presidente da Câmara Carlos Moedas, será assinalada com uma cerimónia nos Paços do Concelho.
O tema gerou polémica e os partidos à direita, com exceção do chega, até recomendaram em Assembleia Municipal, que o 25 de Novembro desse nome a uma rua, bem como houvesse uma ação informativa nas escolas sobre o tema. As iniciativas acabaram chumbadas.
CDS, Iniciativa Liberal e Chega serão os partidos que assinalarão com várias iniciativas aquele que é um dos episódios mais controversos da história portuguesa.
Marca o dia, em 1975, em que o então Presidente da República, General Francisco Costa Gomes, decretou o estado de sítio. Recorda o coronel Vasco Lourenço ao expresso que se viviam dias muito tensos, no seguimento do 25 de Abril, com “provações permanentes” entre esquerda e direita, o País à beira “de uma guerra civil” e uma “greve do Governo”, que suspendeu funções.
Estávamos em em momento de ação do PREC (Processo Revolucionário em Curso), e os militares detinham grande influência e peso numa altura de divergências entre PS e PCP.
Vasco Lourenço substituiu Otelo Saraiva de Carvalho, no comando da Região Militar de Lisboa, e deu origem a revolta nas Forças Armadas.
Assim, neste dia, vários paraquedistas com ligações à extrema-esquerda ocuparam quatro bases da Força Aérea e o Comando Operacional em Monsanto, dando origem a tumultos militares e civis. Tentou-se conter ao máximo as ações de revolta no seio das Forças Armadas e os paraquedistas viria a rende-se a 28 de novembro desse ano.
Várias iniciativas dos partidos à direita
Em vários pontos do país o 25 de Novembro será assinalado.
O CDS terá um jantar comemorativo com a presença do vice-presidente do CDS-PP, Telmo Correia, na Amadora.
Em Portimão, há uma sessão pública de evocação organizada pela Comissão Política Concelhia de Portimão do CDS-PP, que conta com a presença de José Ribeiro e Castro, antigo presidente do CDS- PP. O evento, sob o título “Vamos falar sobre o 25 de novembro?”, evoca e sublinha a importância histórica da data e dos acontecimentos que puseram fim ao PREC.
Já em Vila Nova de Famalicão acontece um jantar comemorativo com a presença do presidente do CDS-PP, Nuno Melo.
Em Lisboa, o Chega assinala 25 de novembro com duas iniciativas: uma sessão solene na Assembleia da República e uma manifestação à porta do Parlamento.
No Porto, a Iniciativa Liberal organiza a 6.ª Edição da Festa da Liberdade, um evento que conta com a participação de Rui Rocha, presidente do partido, Carlos Guimarães Pinto e João Cotrim Figueiredo, ex-presidentes da Iniciativa Liberal.









