IVA zero: Cabaz volta a descer… mas nem chega a um café. Veja aqui a lista de produtos que ficaram mais caros ou mais baratos na última semana

Depois de uma subida, na semana passada de 1,46 euros, o cabaz de 41 alimentos com IVA zero monitorizado pela DECO Proteste voltou a descer de preço esta semana, mas muito ligeiramente. Esta quarta-feira, custava menos0,19 euros (-0,14%) do que na semana passada: passou de 131,30 euros para 121,11 euros. Desde que a isenção de IVA entrou em vigor, o preço desta cesta de produtos desceu 7,65 euros (menos 5,52%).

Pedro Gonçalves

Depois de uma subida, na semana passada de 1,46 euros, o cabaz de 41 alimentos com IVA zero monitorizado pela DECO Proteste voltou a descer de preço esta semana, mas muito ligeiramente. Esta quarta-feira, custava menos0,19 euros (-0,14%) do que na semana passada: passou de 131,30 euros para 121,11 euros. Desde que a isenção de IVA entrou em vigor, o preço desta cesta de produtos desceu 7,65 euros (menos 5,52%). E, desde o início do ano, custa menos 2,56 euros (-1,91%).

Mas nem todos os produtos abrangidos pela medida estão mais baratos. A laranja, por exemplo, subiu 0,76 euros euros (+55%) entre a véspera da implementação da medida, 17 de abril, e 4 de outubro. Já os brócolos aumentaram 1,16 euros, mais 48%.



Massa esparguete dispara 13% e dourada 7%. São estes os produtos que mais aumentaram de preço na última semana

Na última semana, entre 25 de setembro e 4 de outubro, foram os seguintes produtos os que registaram a maior subida percentual no cabaz IVA zero monitorizado pela DECO PROTESTE: massa esparguete (13%), dourada (7%), maçã gala (6%), tomate chucha (6%), cebola (5%), queijo flamengo fatiado embalado (5%), laranja (3%), banana importada (3%) e couve-flor (3%).

Azeite, pão de forma sem côdea e queijo lideram descidas na última semana

De acordo com a análise da Deco/Proteste, os 10 produtos que mais reduziram de preço na última semana são o azeite virgem extra (8%), pão de forma sem côdea (6%), queijo curado fatiado embalado (6%), carapau (4%), arroz carolino (4-5), febras de porco (2%), maçã golden (2%)curgete U3%), atum posta em azeite (3%) e pescada fresca (2%).

Recorde-se que a isenção do IVA em mais de 40 alimentos resulta de um acordo assinado a 27 de março entre o Governo, o retalho alimentar e a produção agroalimentar. A medida visa mitigar os efeitos dos aumentos de preços dos bens alimentares e está em vigor até final deste ano, após ter sido estendida pelo Governo a 7 de setembro (estava previsto o final da medida a 31 de outubro).

A lista de produtos que têm agora IVA zero foi definida com base nas recomendações da Direção-Geral da Saúde. Inclui os alimentos mais consumidos pelas famílias em Portugal, de acordo com a informação disponibilizada pela associação que representa as empresas de distribuição alimentar.

Preço do cabaz ‘normal’ também subiu: custa mais 1,85 euros
O preço do cabaz de 63 bens essenciais monitorizado pela DECO PROTESTE, que na semana passada subiu 1,85 euros, esta semana caiu 0,85 euros. Custa agora 217,01 euros, menos 0,39%.

Se compararmos este valor com o período homólogo do ano passado, o preço do cabaz subiu 6,18 euros (mais 2,93%).

Na última semana, os 10 produtos com maiores aumentos percentuais foram a farinha para bolos (15%), a massa esparguete (13%), o feijão cozido (8%), a dourada, o fiambre da perna extra, a perca, o peito de peru fatiado (7%), os flocos de cereais, a maçã gala e a alface frisada (6%).

Já entre 23 de fevereiro de 2022, véspera do início da guerra na Ucrânia, e 4 de outubro deste ano, os produtos que mais viram o seu preço subir foram a laranja (99%), a polpa de tomate (78%9, o azeite virgem (77%), o arroz carolino (66%), a cebola (61%), a pescada fresca (58%), o açúcar branco (55%), as salsichas Frankfurt (54%), a batata vermelha (50%) e os flocos de cereais (49%)..

Olhando a categorias de produtos, os maiores aumentos percentuais, desde início da guerra, foram registados na mercearia (27,79%, mais 11,71 euros), e na carne (20,03%, mais 6,46 euros).

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