A histórica destituição de Kevin McCarthy do cargo de presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, na sequência de uma moção de censura, põe agora perante os EUA um enorme desafio, com a ameaça do encerramento governamental a pairar: Quem lhe poderá suceder? Não houve até agora figura que tenha emergido como candidata, e o próprio McCarthy já descartou voltar a candidatar-se. Na altura em que foi eleito, foram necessárias 15 rondas de votação para confirmação.
“Há uma multidão de pessoas que podem apresentar-se e fazer o trabalho”, afirma Tim Burchett, congressista do Tennessee e um dos aliados de Gaetz, que avançou com a moção de censura, sem querer dizer o nome do seu favorito. Já Kelly Armstrong, republicano da Dakota do Norte, antes de se saber que McCarthy recusava recandidatar-se, afirmava que era a única hipótese a sua manutenção no cargo: “Alguém mais disse que quer essa posição?”.
Eli Crane, do Arizona, também não tinha ainda ontem um substituto em mente: “Não gosto de comprar a carruagem antes dos cavalos”, sustentou, citado pelo El Mundo.
Só mesmo Matt Gaetz tem ideias definidas: Steve Scalise, do Louisiana, o número dois da Câmara dos Representantes, que está atualmente a combater uma leucemia. “Não vou deixar de lado Steve Scalise só porque ele tem cancro no sangue”, afirmou. Outra hipótese apontada foi Tom Emmer, do Minnesota, com fama de adotar o papel de mediador dentro do partido.
Elise Stefanik, deputada por Nova Iorque desde 2015, e trumpista assumida, é a quarta hipótese mais forte.
Outras alternativas seriam Rom Cole, representante do Oklahoma e líder da Comissão de Regras do Congresso ou Patrick McHenry, atual presidente interino da Câmara dos Representantes.
No entanto, parece que o cargo é a batata quente que, de momento, ninguém que ter nas mãos.




