As autoridades de segurança registaram, no primeiro semestre de 2023, uma queda para metade do número de homicídios, sendo que a maior parte foram tentados, por parte de gangues juvenis. Segundo dados provisórios da Polícia Judiciária (PJ), através da sua Diretoria de Lisboa e Vale do Tejo (DLVT), registaram-se até ao final de junho 8 crimes de homicídio (todos tentados), metade do verificado em igual período de 2022 (15 tentados e um consumado).
Segundo relatou esta quarta-feira o ‘Diário de Notícias’, sem alterações foi a proporção destes crimes contra a vida praticados por jovens delinquentes face ao total registados na área da Grande Lisboa: 38 (29 tentados e 9 consumados) em 2023 e 75 (59 tentados e 16 consumados) em 2022, em ambos os anos com 21% de participação juvenil.
No que diz respeito a agressões violentas, como “ofensas à integridade física grave ou qualificada”, a PJ relatou um agravamento no primeiro semestre de 2023 face ao total de 2022: dois casos num total de nove (22%) nos primeiros seis meses deste ano; três em 30 (10%) nos 12 meses de 2023.
Em 2022 foi dado o alerta oficial para a violência juvenil, durante a apresentação do Relatório Anual da criminalidade de 2021, depois de uma escalada sem precedentes não só em número mas também no grau de violência. A Judiciária declarou ‘guerra’ a estes bandos de jovens: foram detidos 153 elementos e realizadas mais de 400 buscas em 2021.
O Ministério da Administração Interna, de José Luís Carneiro, estabeleceu, pela primeira vez, um plano interministerial e interdisciplinar para procurar respostas e ir ao fundo do problema: no entanto, tem avançado ‘a ritmo de caracol’: das nove recomendações que foram feitas em janeiro passado (seis meses depois da Comissão de Análise Integrada da Delinquência Juvenil e Criminalidade Violenta ter sido criada), nenhuma está plenamente executada.
No Ministério da Justiça, com algumas das medidas mais importantes em matéria de prevenção, Catarina Sarmento e Castro ainda está a concluir “as diligências para a criação do grupo de trabalho para a revisão da Lei Tutelar Educativa, tomando em linha de conta as recomendações” da CAIDJCV.




