Revelado testamento de Yevgeny Prigozhin, líder do Grupo Wagner que morreu em queda de avião na Rússia

Foi divulgado o testamento de Yevgeny Prigozhin, fundador e líder do Grupo Wagner, que morreu na queda de um avião nos arredores de Moscovo, a 23 de agosto. Sem grandes suspeitas, a maior parte dos bens e o controlo do império empresarial que deixou passam para o filho Pavel, de 25 anos.

Pedro Gonçalves

Foi divulgado o testamento de Yevgeny Prigozhin, fundador e líder do Grupo Wagner, que morreu na queda de um avião nos arredores de Moscovo, a 23 de agosto. Sem grandes suspeitas, a maior parte dos bens e o controlo do império empresarial que deixou passam para o filho Pavel, de 25 anos.

O testamento está a ser divulgado em vários canais de Telegram não-oficiais, mas, segundo o canal ucraniano 24TV, trata-se mesmo do documento real.



A ex-mulher de Prigozhin, que já tinha recebido parte da fortuna durante o divócrio, não teve direito a nada. Já às filhas coube muito pouco.

“Todos os negócios, todas as empresas, todas as propriedades, exceto alguns objetos deixados para suas filhas, foram para Pavel. Ele declarou-se sucessor e herdeiro de Yevgeny Prigozhin em tudo. Mas, para ser sincero, Pavel está sob a influência de certas pessoas e é difícil considerá-lo uma figura independente”, indica fonte ao mesmo canal, referindo-se ao facto de Pavel Prigozhin estar a tentar assumir o controlo do Grupo Wagner, e de estar sob esfera do atual líder dos mercenários, Mikahil Vatanin.

De acordo com fontes do ‘Port’, o filho de Prigozhin já adiantou às autoridades russas que vai cobrar todas as dívidas do pai, sendo que o Ministério russo da Defesa devia cerca de 8000 milhões de dóares ao império empresarial de Prigozhing, segundo aponta a CNN.

Pavel Prigozhin está a tentar assumir o controlo do grupo paramilitar, segundo revelou esta segunda-feira o think tank americano Instituto para o Estudo da Guerra (ISW, na sigla original). Aos 25 anos, emergiu como um líder alternativo para o grupo mercenário a Andrey Troshev, ex-comandante Wagner que agora serve no Ministério da Defesa russo e tem o apoio de Vladimir Putin.

A 29 de setembro último, Putin reconheceu publicamente as conversas com Troshev sobre o seu envolvimento no estabelecimento de novas unidades de voluntárias encarregadas principalmente de missões de combate na Ucrânia. Este movimento, no entanto, já desencadeou dissidência dentro da estrutura Wagner, o que potenciou a chegada de Pavel Prigozhin.

O ISW citou um conhecido canal na rede social ‘Telegram’ que anunciou que Pavel Prigozhin assumiu “o comando” do grupo Wagner, estando em negociações com a Rosgvardia (Guarda Nacional da Rússia) sobre o potencial regresso dos paramilitares às operações de combate na Ucrânia. De acordo com a publicação, os Wagner não seriam obrigados a assinar contratos com o Ministério da Defesa russo e pretendiam manter o seu nome, símbolos, ideologia, estrutura de liderança, gestão e princípios de atuação estabelecidos.

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