Valentim Alexandre traz-nos “No Fio da Navalha. Portugal e a Defesa do Império (1961: Abril a Novembro)”, uma obra que nos leva a um vislumbre sobre a última fase do colonialismo português.
Segundo o autor, apesar de ser totalmente autónomo, este livro insere-se num projeto mais vasto, e explica: “Noutro volume, intitulado Contra o Vento, seguimos a evolução do império, após a Segunda Guerra Mundial, até 1960. A obra depois publicada – Os Desastres da Guerra – Portugal e as Revoltas em Angola (1961- Janeiro a Abril) – tem como centro a análise das três grandes convulsões que, em começos de 1961, em zonas geográficas diferentes, abalaram o domínio colonial em Angola: a revolta da Baixa de Cassange, de janeiro a março; o assalto às prisões de Luanda, em fevereiro; e a insurreição no norte do território, a partir de 15 de março; assim como das suas repercussões em Angola e na metrópole”.
O autor explica que este livro retoma o fio dessa meada, abordando a época em que Oliveira Salazar assume a pasta da defesa, fazendo-se desde então a mobilização do contingente geral do Exército para combater a revolta angolana. “É dessas ameaças e das respostas que lhes foram dadas pelo Governo português – nomeadamente, pelo ministro do Ultramar, Adriano Moreira – que trata o presente livro”.
Valentim Alexandre é investigador jubilado do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Tem publicado trabalhos nas áreas da história colonial e das relações externas portuguesas (séculos XIX e XX), nomeadamente os livros Os Sentidos do Império – Questão Nacional e Questão Colonial na Crise do Antigo Regime Português (Porto (…)
A obra de 520 páginas já está disponível nas livrarias.














