França e a Alemanha podem estar a elaborar planos para um crescimentos da União Europeia a múltiplas velocidades: no entanto, a Ucrânia deixou esta sexta-feira bem claro que não quer ser enganada com uma adesão de segundo nível. Kiev pretende tornar-se um “candidato de pleno direito à adesão de pleno direito” à UE, salientou o primeiro-ministro Denys Shmyhal, em declarações ao jornal ‘POLITICO’, que prometeu levar o seu país à UE nos próximos dois anos.
Shmyhal defendeu a adesão plena à UE conforme vai ‘aquecendo’ o debate sobre o alargamento europeu: França e a Alemanha têm defendido uma opção alternativa ao estatuto pleno da UE, baseada em quatro círculos concêntricos diferentes de adesão, o que poderia constituir o quadro para uma integração gradual.
No entanto, Kiev não vai tolerar uma adesão lenta. “Estamos a envidar todos os esforços para garantir que a Ucrânia se torne um membro de pleno direito da União Europeia. Isto é de importância crítica para todos os ucranianos”, garantiu, salientando que “dentro de dois anos estaremos plena e completamente prontos para fazer parte da União Europeia”.
O estatuto de candidato à UE foi concedido a oito países mas Shmyhal frisou que a Ucrânia tem um caso único. “Queremos ser um membro de pleno direito porque a Ucrânia é hoje o único país em todo o mundo que pagou um preço tão elevado pela sua vontade de se tornar membro da União Europeia. Nenhum outro país candidato à União Europeia alguma vez teve um apoio tão grande da população – mais de 90% dos ucranianos – que desejava tornar-se um membro europeu de pleno direito.”
“Estamos prontos para ir. Esperamos que, o mais tardar em outubro, possamos ter uma situação positiva com a avaliação dos nossos progressos pela Comissão Europeia e para que o Conselho Europeu possa votar e tomar a decisão de iniciar conversações negociais com a Ucrânia”, referiu o primeiro-ministro. A Comissão Europeia deve publicar o seu pacote anual de alargamento no próximo mês, naquela que será uma plataforma de lançamento para uma discussão entre os líderes da UE na reunião do Conselho Europeu em dezembro.














