A Europa vai testar pela primeira vez a sua capacidade de resposta militar, naquele que será o primeiro exercício militar coordenado pelo Estado-Maior da União Europeia (EUMS), o comando militar da UE que dirige as operações no estrangeiro e que, na ausência de um exército comum, coordenou a força de 16 países a realizarem uma implantação sem precedentes em águas europeias.
O ‘Milex 23’ vai decorrer em Cádiz (Espanha), entre 16 e 22 de outubro, e vão participar cerca de 3 mil militares de 31 unidades de 16 países da UE, incluindo Portugal. Espanha fornece mais de metade dos militares, revelou o jornal espanhol ‘El Mundo’.
Gonzalo Villar, almirante-comandante do grupo expedicionário, revelou que é “a primeira vez que a União Europeia mobiliza forças reais num exercício e a primeira vez que é dirigida a partir do Estado-Maior em Bruxelas”.
No exercício naval vão estar presentes navios anfíbios espanhóis e franceses, assim como fragatas espanholas e portuguesas e um caçador de minas francês – também vão estar envolvidos componentes terrestres e um batalhão da Força Aérea.
A partir del 27 de septiembre, el Grupo Expedicionario #Dédalo23 🚢✈️ se desplegará en el #Mediterráneo, hasta mediados de noviembre. Este ejercicio multinacional será la primera ocasión en que la #UE 🇪🇺 pondrá en práctica su Capacidad de Respuesta Militar, introducida en la… pic.twitter.com/ESlYUEBXhD
— Ministerio Defensa (@Defensagob) September 25, 2023
Também o Alto Representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Josep Borrell, salientou que “estamos a dar um salto quântico para nos tornarmos um fornecedor de segurança mais assertivo e capaz, mais bem preparado para enfrentar as crises presentes e futuras. Os exercícios são uma ferramenta fundamental para aumentar a prontidão e interoperabilidade das nossas forças, fortalecer a nossa resposta rápida e reforçar a nossa postura. Ao realizarmos o nosso primeiro exercício real, estamos a dar passos em frente no sentido de uma capacidade militar de planeamento e condução mais forte e de uma capacidade operacional de rápido destacamento da UE”.






