Marco Aragão, o ex-oficial do Exército que foi detido por ter enviado uma carta, com uma bala, na qual fazia uma ameaça de morte a Marcelo Rebelo de Sousa, é considerado pelo Ministério Público (MP) como um perigo para a vida do Presidente da República.
De acordo com o Correio da Manhã, o MP sustenta que o detido é perigoso e defende que precisa de “tratamento médico estável e contínuo até ao fim da sua vida”, deve ser declarado inimputável (devido a anomalia psíquica grave) e internado num estabelecimento psiquiátrico, ainda que a lei não permita que esta seja uma opção para toda a vida.
Em causa está o facto de Marco Aragão ter sido apanhado com várias pistolas e quase duas mil munições em casa. A Justiça destaca ainda que o homem “tem capacidade e conhecimentos para fabricar engenhos explosivos improvisados”.
Recorde-se que Marco Aragão enviou um carta a Marcelo em que exigia uma transferência bancária de um milhão de euros (ou em notas), em que ameaçava matar o Presidente, colando uma bala com fita cola na missiva.
“Irei eliminá-lo através do recurso de arma de fogo e abatê-lo com um tiro na cabeça e outro no peito.(…) Quando estiver a tirar uma selfie com a população sem proteção, eu estarei lá a premir o gatilho”, descreveu na carta.
O homem acrescentou ainda que, caso fosse capturado iria “perseguir” e liquidar” o Presidente da República. Já formalmente acusado, o homem começará a ser julgado em breve.
É arguido em pelo menos seis processos, tendo também já ameaçado e tentado extorquir Lucília Gago, procuradora-geral da República, e Luís Neves, diretor nacional da PJ, tendo também já sido condenado por envio de bombas caseiras, tentativa de extorsão e detenção de arma proibida.





