Revisão do PRR permite avançar com projetos não executados nos Açores

A revisão do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para 725 milhões de euros vai permitir que projetos não executados nos Açores o possam ser agora, declarou hoje Alexandra Bragança, dirigente da Concertação Social.

Executive Digest com Lusa

A revisão do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para 725 milhões de euros vai permitir que projetos não executados nos Açores o possam ser agora, declarou hoje Alexandra Bragança, dirigente da Concertação Social.

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A presidente da Aicopa – Associação dos Industriais de Construção Civil e Obras Públicas dos Açores, que preside à comissão responsável pelo PRR no Conselho Económico e Social dos Açores (CESA), considerou que o reforço de verbas vai permitir que os investimentos sejam “mais diluídos no tempo”.

“No fundo, aquilo que deveria ter sido executado anteriormente ainda o pode ser no futuro. Também há um acréscimo de verbas do PRR para os Açores, ficando este com um total na ordem dos 725 milhões de euros [anteriormente eram 560 ME] ”, declarou a dirigente no final da reunião do CESA, em Ponta Delgada.

Alexandra Bragança revelou que a taxa de execução do PRR está aos níveis nacional e comunitário, tendo no segundo trimestre de 2023 atingido os 62%, contra 61,8% relativamente ao período homólogo anterior, sendo que a dimensão da transição digital “continua com um desempenho favorável ao nível da execução”.

Também se regista um “desempenho favorável ao nível de execução global da transição climática”, salvaguardou.

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Alexandra Bragança manifestou preocupações em termos de execução por parte da região face ao volume de fundos comunitários do PRR e ao calendário disponível, bem como em relação à falta de mão-de-obra na construção civil, o que tem conduzido à importação de trabalhadores, uma vez que seriam necessários cerca de mais seis mil operários.

A Comissão Europeia aprovou hoje a revisão do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) de Portugal, que ascende agora a 22,2 mil milhões de euros, alteração que tem em conta a elevada inflação e o impacto da guerra.

“A Comissão Europeia fez hoje uma avaliação positiva do plano de recuperação e resiliência alterado de Portugal, que inclui um capítulo [do pacote energético] REPowerEU. O plano tem agora um valor de 22,2 mil milhões de euros em subvenções e empréstimos e abrange 44 reformas e 117 investimentos”, indica o executivo comunitário em comunicado.

Bruxelas observa que “as alterações introduzidas por Portugal no plano inicial baseiam-se na necessidade de ter em conta a elevada inflação registada em 2022 e as perturbações na cadeia de abastecimento causadas pela guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia, que tornaram os investimentos mais caros e causaram atrasos”.

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