Migrações podem ser “força dissolvente da União Europeia”, avisa Josep Borrell, de olho na “nova ordem global”

O desafio representado pelas migrações pode representar “uma força de dissolução para a União Europeia”, alertou Josep Borrell, chefe da diplomacia da UE, fazendo referência as profundas diferenças culturais entre os países que integram o bloco  e a sua incapacidade de chegarem a acordo quanto a uma política comum.

Pedro Gonçalves

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Volvo ES90 – A ascensão da serenidade sueca no paradigma do luxo elétrico A indústria automóvel vive hoje um momento de inovação tecnológica e de disrupção onde a potência bruta é frequentemente utilizada mas não mostra a verdadeira alma/essência de um automóvel Contudo ao sentar-me ao volante o novo Volvo ES90 percebi de imediato que não estamos perante mais um sedan elétrico mas sim uma nova filosofia de automóvel Este é para mim um dos melhores Volvo já fabricados e talvez dos mais bonitos, o que é difícil dizer porque sempre os considerei todos eles muito elegantes. A marca conseguiu manter a verdadeira essência do minimalismo e rigor/luxo discreto, mas elevando-o a uma experiência sensorial sem precedentes, onde o rigor construtivo e o conforto – absurdo é mesma palavra – dita as regras. O Volvo ES90 pertence ao segmento E- Premium e trata-se de modelo “hibrido” pois está posicionado acima das segmentações tradicionais, e trata‑se de um fastback mas com alma de SUV. Desafia também as convenções volumétricas pois tem 4,99 m de comprimento, mas um coeficiente aerodinâmico de apenas 0,25, Trata-se de um modelo desenhado sobre a batuta da equipa de design da Volvo em Gotemburgo mas respira ADN escandinavo Os faróis martelo de Thor evoluíram para uma assinatura digital pixelizada enquanto a traseira apresenta uma porta de abertura ampla sublinhando a versatilidade. Foi exaustivamente testado na Suécia enfrentando condições de frio extremo para garantir que a dinâmica de condução e a gestão térmica da bateria são infalíveis. Testei a unidade com tração integral Twin Motor que revelou um comportamento de exceção. A plataforma SPA2, a mesma do EX90, confere uma rigidez estrutural que há muito não se via no segmento. Nas estradas portuguesas, entre o empedrado cidadino, estradas de terra batida, AE para Évora e as nacionais, vejo que o ES90 isola os ocupantes de forma magistral (até o teto de abrir escurece). A suspensão pneumática com tecnologia ativa adapta-se em milissegundos eliminando qualquer vibração O espaço interior é o habitual, ou seja, muito amplo, minimalista mas de um conforto e desenho discretos. A experiência é de um silêncio absoluto sendo que a Volvo afirma ser o habitáculo mais silencioso de sempre da marca, graças ao uso extensivo de materiais de isolamento acústico e vidros laminados duplos de série. A ergonomia dos bancos segue o habitual da marca com a certificação ortopédica e redefina o que esperamos de uma viagem de longo curso. Mas o ES90 não é simplesmente um automóvel, mas também um computador sobre rodas equipado com um sistema de computação central e com vários processadores Nvidia onde a capacidade de processamento inteligência artificial é oito vezes superior aos modelos anteriores. Através dos sensores lidar e dos radares da última geração, cria-se um escudo de 360° detectando objetos a 250 m mesmo em escuridão total. O sistema de infotainment com inteligência artificial da Google permite um controlo por voz natural e uma personalização preditiva de rotas baseada nos hábitos do condutor. O ecrã central é hoje muito mais intuitivo e apresenta vários modos de condução e os habituais comandos de voz natural e da afinação dos espelhos etc. As baterias também estão associadas a algoritmos de inteligência artificial para otimizar a saúde da mesma, permitindo carregamentos mais rápidos mas sem degradar as células. Este modelo é fabricado na unidade de última geração da Volvo que tal como a marca preconiza utiliza energia 100% energia renovável As baterias desenvolvidas com as melhores marcas, da CATL à Northvolt possuem uma capacidade líquida até 106 kW na versão ultra. A grande inovação reside aqui no sistema elétrico de 800 wattts, que é uma estreia na marca e que permite recuperar 300 km em apenas 10 minutos As células têm também uma vantagem pois utilizam uma química de baixo teor de cobalto (caro, volátil em preço, associado a riscos na cadeia de abastecimento e frequentemente ligado a preocupações éticas na sua extração) Muito importante é o passaporte da bateria recorre a blockchain para garantir a reestabilidade total dos materiais. Já falamos do luxo do minimalismo, da qualidade de construção e dos materiais, de um bem-estar a bordo que convida alongas viagens num conforto sem precedentes e um comportamento demasiado preciso. E é isso mesmo que este Volvo transmite para o cliente que valoriza o estatuto mas sem ostentação; o executivo ou aquela família que procura segurança máxima e sustentabilidade real. Concorre com os BMW e a Mercedes e o Audi, contudo pela sua versatibilidade e altura posiciona-se numa zona cinzenta de conforto superior que o torna único. Temos finalmente ao rival à altura das marcas premium mais conceituadas. O Volvo está disponível em três versões com preço a partir dos 72.945 para particulares ou 55.000 mais IVA para as empresas. Possui uma autonomia até 700 km na versão single Motor extended range e a potência pode ir até aos 680 cavalos Twin Motor Performance. “O ES90 representa a nossa abordagem holística à sustentabilidade e à segurança, sendo o sedan mais avançado que alguma vez concebemos.” — Vanessa Butani, Head of Global Sustainability da Volvo Cars. “Com o ES90, elevamos o padrão do que uma berlina de luxo deve ser na era elétrica: equilibrada, inteligente e profundamente humana.” — Jim Rowan, CEO da Volvo Cars.

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O desafio representado pelas migrações pode representar “uma força de dissolução para a União Europeia”, alertou Josep Borrell, chefe da diplomacia da UE, fazendo referência as profundas diferenças culturais entre os países que integram o bloco  e a sua incapacidade de chegarem a acordo quanto a uma política comum.

Em entrevista ao The Guardian, o responsável ressalva que o problema não decorreu ou foi agravado pela guerra na Ucrânia, mas que a crise agora verificada de migrações, e o seu impacto para a UE,  tem várias décadas e foi alimentado por guerras e pobreza nos países de onde partem os migrantes.



Borrell reage às declarações da primeira-ministra italiana Giorgia Meloni, que esta semana disse que não iria permitir “que a Itália se torne no campo de refugiados da Europa”, após a chegada de mais de 11 mil migrantes à ilha de Lampedusa em poucos dias, dizendo que este tipo de posição é mais sobre o problema das migrações em si do que sobre o euroceticismo.

“Na verdade, temia-se que o Brexit fosse uma epidemia. E não foi, foi uma vacina. Ninguém quer acompanhar a saída dos britânicos da União Europeia”, exemplificou.

No entanto, Borrell assinala: “A migração é uma divisão maior para a União Europeia. E poderá ser uma força dissolvente para a União Europeia”.

O chefe da diplomacia da UE lamentou que “até agora não conseguimos chegar a acordo sobre uma política comum de migração”, e que há “alguns membros da União Europeia que são de estilo japonês”, ou seja, não querem “misturar-se, nem querem migrantes”, ao passo que há outros, como Espanha, que têm um longo percurso no que respeita à aceitação de migrantes.

“O paradoxo é que a Europa precisa de migrantes porque temos um crescimento demográfico muito baixo. Se quisermos sobreviver do ponto de vista laboral, precisamos de migrantes”, realçou sobre a importância deste movimento, e as vantagens que pode trazer para a UE.

Guerra na Ucrânia afastada como causa
“As migrações a partir de África não estão a ser causadas pela guerra contra a Ucrânia. As causas profundas da migração em África são a falta de desenvolvimento, o crescimento económico e a má governação”, explicou Josep Borrell, que no entanto adianta que os esforços europeus de cooperação com as nações africanas são dificultados pela existência de regimes militares, e pela atividade de grupos mercenários como o Grupo Wagner, “a guarda pretoriana dos ditadores africanos”.

O diplomata de topo da UE acredita que Putin irá usar o tema das migrações como arma de arremesso política. “Tentará de tudo”, avisou, sublinhando que a guerra na Ucrânia “é uma batalha política, tanto quanto militar”.

Sobre a adesão da Ucrânia à UE, Borrel aponta que “vai ser difícil, porque a Ucrânia, antes de mais, está em guerra e a ser destruída”.

“Em segundo lugar, teve de fazer muitas reformas mesmo antes da guerra. E terceiro, neste momento, sendo a Ucrânia membro da União Europeia, seria o único país que seria um beneficiário líquido”, continua o responsável, que diz que é necessário que, tanto Kiev, como a própria UE, tenham que encetar longos processos de reforma.

Nova ordem global
Josep Borrell apela a um contínuo apoio dos Estados-membros da UE, e restantes aliados ocidentais, à Ucrânia, adiantando que o resultado da guerra, assim como a concorrência entre a China e os EUA, e a ascensão do ‘Sul global’, serão as três forças motrizes na definição de uma nova ordem global.

“Os povos do Sul global querem ser reconhecidos porque há 40, 50 anos, quando a ordem mundial foi construída, alguns não existiam. Ou eram colónias ou eram tão pobres que não tinham direito a voto”, explica, indicando que é necessário “tentar evitar uma aliança” destes países com a China e a Rússia, como se têm estado a posicionar.

“Não existe uma hegemonia clara no mundo, mas sim um número crescente de atores no mundo. Temos multipolaridade sem multilateralismo”, considerou.

Borrel vaticina ainda que daqui a 20 anos “seguindo a tendência atual, haverá três grandes países no mundo: a China, a Índia e os EUA”, com cada potência a ter uma economia de 50 biliões de dólares, enquanto a Europa se ficará pelos 30 biliões.

“Para a Europa isto representa um enorme desafio a longo prazo. Os europeus têm de estar preparados para fazer parte do novo mundo em que seremos certamente uma parte menor da população, e também em proporção à dimensão da economia mundial”. A solução? Borrel aponta: “Os europeus têm de estar mais unidos”.

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O sistema de infotainment com inteligência artificial da Google permite um controlo por voz natural e uma personalização preditiva de rotas baseada nos hábitos do condutor. O ecrã central é hoje muito mais intuitivo e apresenta vários modos de condução e os habituais comandos de voz natural e da afinação dos espelhos etc. As baterias também estão associadas a algoritmos de inteligência artificial para otimizar a saúde da mesma, permitindo carregamentos mais rápidos mas sem degradar as células. Este modelo é fabricado na unidade de última geração da Volvo que tal como a marca preconiza utiliza energia 100% energia renovável As baterias desenvolvidas com as melhores marcas, da CATL à Northvolt possuem uma capacidade líquida até 106 kW na versão ultra. A grande inovação reside aqui no sistema elétrico de 800 wattts, que é uma estreia na marca e que permite recuperar 300 km em apenas 10 minutos As células têm também uma vantagem pois utilizam uma química de baixo teor de cobalto (caro, volátil em preço, associado a riscos na cadeia de abastecimento e frequentemente ligado a preocupações éticas na sua extração) Muito importante é o passaporte da bateria recorre a blockchain para garantir a reestabilidade total dos materiais. Já falamos do luxo do minimalismo, da qualidade de construção e dos materiais, de um bem-estar a bordo que convida alongas viagens num conforto sem precedentes e um comportamento demasiado preciso. E é isso mesmo que este Volvo transmite para o cliente que valoriza o estatuto mas sem ostentação; o executivo ou aquela família que procura segurança máxima e sustentabilidade real. Concorre com os BMW e a Mercedes e o Audi, contudo pela sua versatibilidade e altura posiciona-se numa zona cinzenta de conforto superior que o torna único. Temos finalmente ao rival à altura das marcas premium mais conceituadas. O Volvo está disponível em três versões com preço a partir dos 72.945 para particulares ou 55.000 mais IVA para as empresas. Possui uma autonomia até 700 km na versão single Motor extended range e a potência pode ir até aos 680 cavalos Twin Motor Performance. “O ES90 representa a nossa abordagem holística à sustentabilidade e à segurança, sendo o sedan mais avançado que alguma vez concebemos.” — Vanessa Butani, Head of Global Sustainability da Volvo Cars. “Com o ES90, elevamos o padrão do que uma berlina de luxo deve ser na era elétrica: equilibrada, inteligente e profundamente humana.” — Jim Rowan, CEO da Volvo Cars.

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