Caso EDP: Ricardo Salgado é hoje sujeito a perícia neurológica para verificar diagnóstico de Alzheimer

A perícia neurológica ao ex-presidente do Banco Espírito Santo (BES), Ricardo Salgado, no Instituto Nacional de Medicina Legal (INML), acontece esta quinta-feira, na sequência da decisão do tribunal no âmbito do processo EDP.

Executive Digest com Lusa

A perícia neurológica ao ex-presidente do Banco Espírito Santo (BES), Ricardo Salgado, no Instituto Nacional de Medicina Legal (INML), acontece esta quinta-feira, na sequência da decisão do tribunal no âmbito do processo EDP.

Fonte ligada ao processo confirmou à Lusa a marcação do procedimento ao ex-banqueiro para hoje, que tinha sido pedido devido ao diagnóstico de doença de Alzheimer que lhe foi atribuído e que tinha sido invocado em vários processos.



A defesa do ex-banqueiro já tinha exigido uma perícia neurológica a Ricardo Salgado, mas só o tribunal cível de Cascais é que tinha autorizado em março a sua realização, embora a mesma não se tivesse ainda concretizado. Na primeira semana de setembro, a juíza Ana Paula Rosa, do Juízo Central Criminal de Lisboa, acedeu ao pedido dos advogados do antigo presidente do BES e validou a realização da perícia ao abrigo do Caso EDP.

“Por se afigurar relevante para a boa decisão da causa, determina-se a realização de uma perícia colegial da especialidade do foro neurológico ao arguido Ricardo Salgado (…), a realizar pelo Instituto de Medicina Legal”, pode ler-se no despacho de 12 de setembro da magistrada, que deixou ainda expresso o pedido ao INML para marcação da perícia “com a máxima urgência”.

A defesa de Ricardo Salgado tinha igualmente solicitado que o julgamento apenas se iniciasse após a realização da perícia neurológica, mas o tribunal rejeitou a pretensão dos advogados Francisco Proença de Carvalho e Adriano Squilacce “por se entender que a perícia não se afigura absolutamente indispensável ao início da audiência de julgamento”, que ficou agendada para 3 de outubro.

Contactada pela Lusa, a defesa do antigo presidente do Banco Espírito Santo (BES) não quis fazer comentários. Ricardo Salgado vai a julgamento no Caso EDP por um crime de corrupção ativa para ato ilícito, um crime de corrupção ativa e outro de branqueamento de capitais.

No processo são ainda arguidos o ex-ministro da Economia Manuel Pinho, acusado de um crime de corrupção passiva para ato ilícito, outro de corrupção passiva, um crime de branqueamento de capitais e um crime de fraude fiscal, bem como a mulher do antigo governante, Alexandra Pinho, a quem é imputado um crime de branqueamento e outro de fraude fiscal.

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