Putin diz que EUA e NATO são “ameaça global”

O Presidente da Rússia Vladimir Putin descreveu os EUA e a Nato como “ameaças” de âmbito “global, descrevendo o Ocidente como “aventureiro”, “egoísta” e “neocolonialista”.

Pedro Gonçalves

O Presidente da Rússia Vladimir Putin descreveu os EUA e a Nato como “ameaças” de âmbito “global, descrevendo o Ocidente como “aventureiro”, “egoísta” e “neocolonialista”.

Putin defendeu que os EUA querem aproximar a Organização do Tratado Atlântico Norte (NATO, na sigla em inglês) da AUKUS, uma aliança, assinada em 2021, entre os EUA, Reino Unido e a Austrália.



“Estamos a acompanhar a maneira consequente da qual um mundo multipolar se está a formar. A maioria dos Estados estão prontos para defender a sua soberania e os interesses nacionais.

O líder russo criticou que os EUA e Nato investem “fortunas” na militarização da Ucrânia “procurando envolver terceiras partes no conflito”.

“Os Estados Unidos procuram, entre outras coisas, formatar o sistema de interações entre os países da Ásia-Pacífico de acordo com os seus padrões”, afirmou o Presidente russo, que falava numa conferência sobre segurança, que decorreu em Moscovo.

Segundo a agência russa TASS, Putin alertou também para a alegada tentativa de “criar associações político-militares controladas por Washington”.

O avanço das chamadas “estratégias para a Índia e o Pacífico visa, na realidade, a criação de blocos políticos militares controlados por Washington”, sustentou Putin.

Durante a sua intervenção, o Presidente russo referiu que cada vez mais países estão prontos para “defender a sua soberania, os seus interesses nacionais, as suas tradições, a sua cultura e o seu modo de vida” perante uma “ordem mundial multipolar”.

O líder do Kremlin considerou ainda que existem fontes latentes de tensão em outras regiões do mundo, sublinhando que “todas são geradas por aventuras geopolíticas, ações egoístas e neocoloniais do Ocidente”.

Em 13 de julho, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Serguei Lavrov, já tinha acusado os EUA e países aliados de Washington de pretenderem estabelecer estruturas nucleares na Ásia e no Pacífico, referindo-se ao AUKUS.

Este pacto de segurança prevê, por exemplo, que as forças de Camberra venham a ser dotadas de submarinos nucleares a partir de 2030, mas sem armamento atómico.

No dia 21 de julho, Austrália e Estados Unidos iniciaram manobras militares conjuntas, ao lado de uma dúzia de outros países, que as autoridades norte-americanas querem que seja vista como iniciativa de unidade contra as ambições da China.

A Nova Zelândia também já afirmou ter “as portas abertas” para aderir ao pacto de segurança AUKUS.

*Com Lusa

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