A Altice contratou dois escritórios de advogados para apoio jurídico no âmbito da Operação Picoas, segundo revelou esta segunda-feira o ‘Jornal Económico’, que salientou que o grupo de telecomunicações pode avançar com processos contra os suspeitos.
No centro das investigações está Armando Pereira, que fundou a Altice com o multimilionário franco-israelita-português Patrick Drahi, e que foi conselheiro do CEO e da Comissão Executiva da Altice France. A ‘Operação Picoas’, desencadeada a 13 de julho, levou a várias detenções – entre as quais a de Armando Pereira –, contou com cerca de 90 buscas domiciliárias e não domiciliárias, incluindo a sede da Altice Portugal, em Lisboa, e instalações de empresas e escritórios em vários pontos do país, segundo o Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) do Ministério Público (MP). Esta foi uma ação conjunta do MP e da Autoridade Tributária (AT).
Face ao escândalo, a Altice terá contratado o escritório Vieira de Almeida para defender a empresa no âmbito do processo criminal contra Armando Pereira. Já o Uría Menendez-Proença de Carvalho terá sido a escolha do grupo no âmbito da investigação interna.
https://executivedigest.sapo.pt/noticias/drahi-diz-que-operacao-picoas-foi-um-choque-e-que-se-sente-traido-e-enganado/











