Papa Francisco apela ao amor e pede aos jovens que tenham a esperança “de que a alma volte a sorrir”

O Papa Francisco defendeu hoje que “amar é arriscado, mas que “temos de correr esse risco”. As declarações foram feitas durante o início da cerimónia da Via-Sacra, num discurso em que a palavra “amor” foi o foco do sumo-pontífice.

Executive Digest com Lusa

O Papa Francisco disse hoje que Jesus é o caminho e a resposta às lágrimas dos jovens, desafiando-os a acompanhar Cristo para voltarem a sorrir.

“Jesus caminha por mim, para dar a sua vida por mim e ninguém tem mais amor do que aquele que dá a vida”, afirmou Francisco, na Via-Sacra, no Parque Eduardo VII, em Lisboa, na Jornada Mundial da Juventude (JMJ), numa intervenção improvisada em espanhol, perante centenas de milhares de jovens.

A Via-Sacra é uma prática tradicional católica na qual se revive, com momentos de oração, os 14 momentos (estações) das últimas horas de vida de Jesus, desde a condenação à morte à sepultura.

“Por isso, quando olhamos para [Jesus] crucificado, algo tão doloroso, vemos a beleza do amor de quem dá a sua vida por nós”, prosseguiu.

Francisco disse depois uma frase que o tocou muito – “Senhor, por causa tua inefável agonia, acredito no amor” -, para lembrar que Jesus caminha, mas espera companhia e espera abrir as janelas da alma de cada jovem.

Continue a ler após a publicidade

O líder da Igreja Católica salientou que Jesus “espera, com o seu amor, a sua ternura, dar consolo”, mas também enxugar as lágrimas.

O Papa pediu aos jovens que se questionassem se choram de vez em quando.

“Todos na vida chorámos e choramos toda a vida e aí está Jesus connosco. Ele chora connosco, porque nos acompanha na escuridão”, afirmou, pedindo aos presentes um momento de silêncio, para que dissessem porque choram.

Continue a ler após a publicidade

Francisco salientou que “Jesus espera preencher com a sua proximidade” a solidão e quer preencher esses “medos obscuros” com consolo.

“Espera empurrar-nos a abraçar o risco de amar. Sabem melhor do que eu que amar é arriscado. É preciso correr o risco de amar. É um risco, mas vale a pena corrê-lo”, adiantou, desafiando os jovens, com o seu sofrimento, ansiedade ou solidão, a fazer caminho com Jesus.

Pediu ainda mais um momento de silêncio para os peregrinos “pensarem no próprio sofrimento, na própria ansiedade, nas próprias misérias, e pensarem na vontade de que a alma volte a sorrir”.

“Jesus caminha para a cruz, para que a nossa alma possa sorrir”, acrescentou.

Mais de um milhão de pessoas são esperadas em Lisboa até domingo para a JMJ, considerado o maior acontecimento da Igreja Católica.

Continue a ler após a publicidade

O Papa, o primeiro peregrino a inscrever-se na JMJ, chegou a Lisboa na manhã de quarta-feira, tendo prevista uma visita de duas horas ao Santuário de Fátima no sábado para rezar pela paz e pelo fim da guerra na Ucrânia.

As principais iniciativas da jornada decorrem no Parque Eduardo VII, na zona de Belém e no Parque Tejo, um recinto com cerca de 100 hectares a norte do Parque das Nações e em terrenos dos concelhos de Lisboa e Loures.

 

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.