A resposta do Parlamento Europeu ao Qatargate: regras de ‘corte e costura’ e mais papelada a partir de setembro

As detenções e arresto de 1,5 milhões de euros de membros do Parlamento Europeu, em dezembro do ano passado, alimentaram pedidos de uma limpeza a fundo na instituição e de reforço a regras de ética e transparência que há muito teimavam em ser atualizadas.

Pedro Gonçalves

O escândalo de corrupção do Qatargate, de uma rede de alegados subornos pagos através de associações e organizações de lobbying a eurodeputados e responsáveis do Parlamento Europeu (PE), para influenciar decisões a favor do Qatar, abanou a instituição europeia mas, meses depois, ainda que o caso tenha feito correr muita tinta, e a algumas mudança no PE, a resposta encontrada para o problema foi mais papelada para travar novos casos.

As detenções e arresto de 1,5 milhões de euros de membros do Parlamento Europeu, em dezembro do ano passado, alimentaram pedidos de uma limpeza a fundo na instituição e de reforço a regras de ética e transparência que há muito teimavam em ser atualizadas.



Mas, meses depois, se por um lado ROberta Metsola pode dizer que algumas regras foram apertadas, os resultados são parcos. Os acusados Marc Tarabella e Eva Kaili, ex-vice-presidente do Parlamento, estão de volta na condição de eurodeputados, mesmo após expulsos do partido e pior: votaram já em reformas de mudança das regras de conduta e ática da instituição.

“Julguem-nos pelo que fizemos, em vez de pelo que não fizemos”, pediu a presidente do PE Roberta Metsola, argumentando que agiu com rapidez onde foi possível.

O que fica pelo caminho, assinala o Politico, são negas a uma investigação interna ao Qatargate, a forçar os eurodeputados a declararem bens e rendimentos, e a retirar a quaisquer eurodeputados condenados as pensões vitalícias a que têm direito.

Em vez disse, optou-se por regras de “corte e costura”, mais ‘cosméticas’, que segundo especialistas, acabam por trazer mais burocracia e mais possíveis alarmes a serem soados, para detetar mais cedo que algo está mais, mas que fazem pouco por reforçar as regras de ética a seguir pelos eurodeputados.

A Provedora da UE Emily O’Reilly acusa que a urgência inicial a adotar medidas “dissipou-se” e que se perdeu a oportunidade de “mostrar que se aprenderam lições e que se puseram barreiras”.

No Parlamento Europeu, e numa altura em que ainda há já quatro eurodeputados envolvidos, pouco se ouviu do Parlamento Europeu sobre como funcionava o esquema, e procurou-se apontar dedos dentro de casa.

A própria retórica de Metsola começou por ser que a “democracia da UE” estava “sob ataque” de “atores malignos, ligados a países autocráticos”. EM vez de criar um novo painel para investigar como é que a corrupção ganhou raízes infiltradas no Parlamento Europeu, reaproveitou-se um comité de intervenção estrangeira e desinformação para analisar a questão, e emitir apenas uma série de recomendações, a serem ou não seguidas.

Por outro lado, Metsola concluiu o seu plano de 14 pontos para travar a corrupção, e que irá incluir um registo, um período de seis meses de proibição de ex-eurodeputados fazerem lobbying com colegas, regras mais apertadas para eventos e maior escrutínio de trabalhos relacionados com direitos humanos.

A mudança de regras, que acabaram mais ‘aliviadas’ do que o inicialmente previsto, ainda passarão pelo Comité de Assuntos Constitucionais, antes de serem traduzidas diplomas legislativos concretizados, que prometem gerar grande polémica e divisão interna no parlamento Europeu. Só deverão começar a entrar em vigor sem setembro deste ano.

Rainer Wieland é um dos lídered de grupo que está a tratar das novas regras e lavanta o véu ao que está a ser preparado.

O eurodeputado responsáve de algum tema legislativo derá de declarar e lidar com +ossíves conflitos de interesses, incluindos os que têm origem “na vida emocional2. Mais eurodeputados terão de anunciar e publicar sobre reuniões e assuntos parlamentares, incluindo o que envolver representantes fora da UE.

Os membros do PE também vão ter de declarar quaisquer pagamentos, ofertas ou rendimentos acima de 5 mil euros, com descrição do que corresponder e a que setor de trabalho pertence.

As punições ainda estão a ser discutidas, mas para quem falhar está previsto que perca o valor diário a que tem direito como eurodeputado e seja proibido de desenvolver trabalhos parlamentares nos 60 dias seguintes.

Ficará por ver se as regras serão mesmo aplicadas em setembro e se começarão a produzir efeitos.

“Nos cumprimos completamente o que nos foi apresentado [por Metsola]. Não mais do que isso”, termina Wieland.

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Desafia também as convenções volumétricas pois tem 4,99 m de comprimento, mas um coeficiente aerodinâmico de apenas 0,25, Trata-se de um modelo desenhado sobre a batuta da equipa de design da Volvo em Gotemburgo mas respira ADN escandinavo Os faróis martelo de Thor evoluíram para uma assinatura digital pixelizada enquanto a traseira apresenta uma porta de abertura ampla sublinhando a versatilidade. Foi exaustivamente testado na Suécia enfrentando condições de frio extremo para garantir que a dinâmica de condução e a gestão térmica da bateria são infalíveis. Testei a unidade com tração integral Twin Motor que revelou um comportamento de exceção. A plataforma SPA2, a mesma do EX90, confere uma rigidez estrutural que há muito não se via no segmento. Nas estradas portuguesas, entre o empedrado cidadino, estradas de terra batida, AE para Évora e as nacionais, vejo que o ES90 isola os ocupantes de forma magistral (até o teto de abrir escurece). A suspensão pneumática com tecnologia ativa adapta-se em milissegundos eliminando qualquer vibração O espaço interior é o habitual, ou seja, muito amplo, minimalista mas de um conforto e desenho discretos. A experiência é de um silêncio absoluto sendo que a Volvo afirma ser o habitáculo mais silencioso de sempre da marca, graças ao uso extensivo de materiais de isolamento acústico e vidros laminados duplos de série. A ergonomia dos bancos segue o habitual da marca com a certificação ortopédica e redefina o que esperamos de uma viagem de longo curso. Mas o ES90 não é simplesmente um automóvel, mas também um computador sobre rodas equipado com um sistema de computação central e com vários processadores Nvidia onde a capacidade de processamento inteligência artificial é oito vezes superior aos modelos anteriores. Através dos sensores lidar e dos radares da última geração, cria-se um escudo de 360° detectando objetos a 250 m mesmo em escuridão total. O sistema de infotainment com inteligência artificial da Google permite um controlo por voz natural e uma personalização preditiva de rotas baseada nos hábitos do condutor. O ecrã central é hoje muito mais intuitivo e apresenta vários modos de condução e os habituais comandos de voz natural e da afinação dos espelhos etc. As baterias também estão associadas a algoritmos de inteligência artificial para otimizar a saúde da mesma, permitindo carregamentos mais rápidos mas sem degradar as células. Este modelo é fabricado na unidade de última geração da Volvo que tal como a marca preconiza utiliza energia 100% energia renovável As baterias desenvolvidas com as melhores marcas, da CATL à Northvolt possuem uma capacidade líquida até 106 kW na versão ultra. A grande inovação reside aqui no sistema elétrico de 800 wattts, que é uma estreia na marca e que permite recuperar 300 km em apenas 10 minutos As células têm também uma vantagem pois utilizam uma química de baixo teor de cobalto (caro, volátil em preço, associado a riscos na cadeia de abastecimento e frequentemente ligado a preocupações éticas na sua extração) Muito importante é o passaporte da bateria recorre a blockchain para garantir a reestabilidade total dos materiais. Já falamos do luxo do minimalismo, da qualidade de construção e dos materiais, de um bem-estar a bordo que convida alongas viagens num conforto sem precedentes e um comportamento demasiado preciso. E é isso mesmo que este Volvo transmite para o cliente que valoriza o estatuto mas sem ostentação; o executivo ou aquela família que procura segurança máxima e sustentabilidade real. Concorre com os BMW e a Mercedes e o Audi, contudo pela sua versatibilidade e altura posiciona-se numa zona cinzenta de conforto superior que o torna único. Temos finalmente ao rival à altura das marcas premium mais conceituadas. O Volvo está disponível em três versões com preço a partir dos 72.945 para particulares ou 55.000 mais IVA para as empresas. Possui uma autonomia até 700 km na versão single Motor extended range e a potência pode ir até aos 680 cavalos Twin Motor Performance. “O ES90 representa a nossa abordagem holística à sustentabilidade e à segurança, sendo o sedan mais avançado que alguma vez concebemos.” — Vanessa Butani, Head of Global Sustainability da Volvo Cars. “Com o ES90, elevamos o padrão do que uma berlina de luxo deve ser na era elétrica: equilibrada, inteligente e profundamente humana.” — Jim Rowan, CEO da Volvo Cars.

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