O Canal do Panamá vai ampliar ainda mais as restrições aos maiores navios que cruzam a hidrovia devido à seca, revelou esta quinta-feira um administrador da autoridade do canal, uma das passagens comerciais mais movimentadas do mundo. A medida segue uma série de restrições de profundidade no canal de 80 quilómetros desde o início do ano, que as autoridades esperavam que fosse aliviada com o início da estação chuvosa do país centro-americano.
O tráfego de navios, incluindo navios porta-contentores e petroleiros, que utilizam o canal entre o Oceano Atlântico e o Oceano Pacífico representa cerca de 3,5% do comércio global, revelou a agência ‘Reuters’. As novas restrições, que entrarão em vigor este domingo, vão limitar os navios a um limite de profundidade de 43,5 pés (13,3 metros), o que significa que eles devem transportar menos carga ou perder peso para flutuar mais alto. O calado máximo anterior era de 44 pés.
Para o administrador do porto, Ricaurte Vasquez, a atual falta de chuva é “preocupante”: o sistema de lagos em redor do canal é responsável por adicionar água, assim como água potável aos residentes. Apesar das novas regras que limitam o peso dos navios, Vasquez garantiu que o fluxo de navios continua conforme o esperado, embora tenha alertado que pode haver mudanças dependendo das chuvas e custos de rota mais elevados devido aos novos limites.













