Este gasoduto está a dividir a Europa. Saiba porquê

A Agência Dinamarquesa de Energia deu luz verde à construção do mega gasoduto Nord Stream 2, um projecto liderado pela Rússia que tem dividido opiniões na Europa.

Ana Rita Rebelo

A Agência Dinamarquesa de Energia deu esta quarta-feira luz verde esta quarta-feira à construção do mega gasoduto Nord Stream 2, um projecto liderado pela Rússia que tem dividido opiniões na Europa.

Prevê-se que o gasoduto entre em funcionamento no início de 2020, com um custo de 9,5 mil milhões de euros. Este gasoduto submarino passará a fornecer gás da Sibéria a vários países da Europa Ocidental. Vai ligar Wyborg, na Sibéria, a Lubmin, no Estado federado alemão de Mecklemburgo-Pomerânia, através do Mar Báltico, sem passar, por exemplo, pelo território da Polónia.

Recorde-se que, no passado mês de Junho, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu a Alemanha de que estava a cometer um «erro tremendo». Este projecto, considera, «faz da Alemanha uma refém da Rússia».

A decisão de Dinamarca chega com quatro meses de atraso e contraria os esforços dos Estados Unidos, que alertaram repetidamente para a dependência europeia do gás russo. «Ficarei surpreso se os Estados Unidos não vierem aplicar sanções relacionadas com o Nord Stream. Eles [Estados Unidos] estão ansiosos para entrar no mercado europeu de gás natural liquefeito», disse Timothy Ash, estratega na Bluebay Asset Management, à “CNBC”. 

Com 28 países e uma população total de cerca de 512 milhões de pessoas, a União Europeia é um mercado muito cobiçado para os maiores exportadores mundiais de energia, sobretudo no que diz respeito ao gás natural.

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Mas os Estados Unidos não são os únicos críticos. A Polónia, a Letónia e a Lituânia, que partilham fronteira com a Rússia, opuseram-se publicamente ao projecto, assim como a França.

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