Reino Unido permite que as farmácias diagnostiquem doenças comuns para reduzir a pressão sobre os cuidados primários

Governo britânico pretende que as farmácias possam diagnosticar diretamente e prescrever medicamentos para sete doenças comuns: dor de ouvido, dor de garganta, sinusite, impetigo, herpes zoster (zona), picadas de insetos ou infeções do trato urinário

Francisco Laranjeira

O primeiro-ministro do Reino Unido, Rishi Sunak, quer acabar com as listas de espera na saúde pública britânica e apresentou um novo Plano de Cuidados Primários que visa aliviar a pressão no NHS (‘National Health Service’), que acumula milhões de consultas não atendidas nos últimos anos.

Assim, o Governo britânico pretende que as farmácias possam diagnosticar diretamente e prescrever medicamentos para sete doenças comuns: dor de ouvido, dor de garganta, sinusite, impetigo, herpes zoster (zona), picadas de insetos ou infeções do trato urinário. Dessa forma, os pacientes também poderão obter, sem receita médica prévia, a medição da pressão arterial ou solicitar pílulas anticoncecionais.



O serviço de fisioterapia, a consulta com o podólogo ou os testes auditivos podem também ser realizados sem que o paciente tenha de passar primeiro pelo consultório do médico de família.

O Governo prometeu ainda que vai destinar 740 milhões de euros nos próximos dois anos para reformar os cuidados primários numa situação de grave crise. “Quero garantir que todos possam obter o apoio de que precisam ao entrar em contato com o seu médico de família e acabar com a confusão do sistema”, sublinhou o secretário de Saúde do Reino Unido, Steve Barclay.

A intenção do Governo é reduzir, com o seu novo plano e a ajuda das farmácias, até 10 milhões consultas de atenção primária — cerca de 30 mil diárias. Segundo dados do Ministério da Saúde, há 340 milhões a cada ano — somente entre 2021 e 2022, ficaram pendentes até 15 milhões de solicitações e, em alguns casos, a espera por um atendimento presencial foi de 24 dias.

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