Suspeitas de potenciais crimes de fraude, usando fundos europeus de recuperação pós-pandemia da Covid-19, estão na mira de uma
investigação do OLAF, o organismo europeu de combate a este crime.
A investigação centra-se em crimes alegadamente cometidos em vários países europeus. O Mecanismo de Recuperação e Resiliência (RRF), acordado no auge da pandemia, foi de 724 mil milhões de euros, financiados através de dívida comum da UE, garantindo fundos e empréstimos a vários países do bloco europeu, a troco de investimentos e modernização. É o caso do Plano de Recuperação e Resiliência português, o PRR.
Até ao momento, o mecanismo europeu já distribuiu 150 mi milhões de euros, sendo que Espanha e Itália estão entre os que mais receberam. Os dois países representam um quarto do total de fundos deste âmbito já atribuídos.
“O OLAF está a investigar o uso destes fundos [do RRF] em Estados-membros. Decorrem várias investigações em alegações com irregularidades com os fundos em diferentes estados-Membros”, confirma fonte do organismo da UE ao Politico. Um porta-voz do OLAF recusou responder a mais questões sobre quantos e quais são os países que são alvo das investigações em curso, e da mesma forma não adiantou que quantia poderá estar envolvida.
O OLAF investiga crimes de fraude e corrupção que envolvam fundos europeus e, quando este organismo tem suspeitas concretizadas deste tipo de comportamento, passa os casos à Procuradoria Europeia.



