Autoridades dos EUA temem que Jack Teixeira possa ter mais dados confidenciais

O militar da Força Aérea dos EUA Jack Teixeira, acusado de divulgar documentos confidenciais, tinha um arsenal de armas e pode estar ainda na posse de mais informação sensível, denunciaram hoje os procuradores.

Executive Digest com Lusa

O militar da Força Aérea dos EUA Jack Teixeira, acusado de divulgar documentos confidenciais, tinha um arsenal de armas e pode estar ainda na posse de mais informação sensível, denunciaram hoje os procuradores.

Os documentos apresentados pelos procuradores encarregados da investigação a este caso revelam que este membro da Guarda Nacional da Força Aérea do Massachusets tem um historial problemático, ligado a episódios de violência.

De acordo com a investigação dos procuradores, Jack Teixeira chegou a ser suspenso do liceu, quando um colega de turma o ouviu a discutir a utilização de ‘cocktails’ Molotov e outras armas, bem como a fazer declarações com ameaças de violência e racistas.

Mais recentemente, Teixeira usou um computador propriedade do Governo dos EUA para pesquisar sobre tiroteios em massa.

As autoridades norte-americanas acreditam que Teixeira, luso-descendente de 21 anos, constitui uma ameaça à segurança nacional e dizem haver risco de fuga, estando ainda a averiguar se ele terá mantido cópias físicas ou digitais de outra informação classificada, para além da que já foi divulgada.

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“Não temos condições para garantir que o réu não divulgará informações adicionais ainda em seu conhecimento ou posse. (…) O dano que o réu já causou à segurança nacional dos EUA é imenso. O dano que o réu ainda será capaz de provocar é extraordinário”, escreveram os procuradores.

Os procuradores descrevem ainda Teixeira como um perigo para comunidade, dizendo que possuía várias armas e por várias vezes envolveu-se em “discussões preoupantes sobre violência e assassínio” nas redes sociais que frequentava, nomeadamente a Discord, onde parte relevante dos documentos confidenciais foram revelados.

Teixeira está em prisão desde a sua detenção no início deste mês por acusações decorrentes da divulgação ilegal de informação considerada “altamente confidencial”, respondendo por crimes ao abrigo da Lei de Espionagem.

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Os procuradores disseram que os advogados de Teixeira indicaram que irão pedir ao tribunal para o libertar da cadeia, colocando-o em prisão domiciliária, em casa do pai.

Os processos judiciais contra Teixeira procuram ainda compreender como é que este membro da Guarda Nacional da Força Aérea de Massachusetts teve autorização para aceder a alguns dos segredos mais bem guardados nos Estados Unidos.

Na noite de quarta-feira, a Força Aérea dos EUA anunciou a suspensão do comandante do 102º Esquadrão de apoio aos serviços de informações, onde Teixeira trabalhava, bem como do comandante administrativo que “supervisionava o apoio à unidade mobilizada sob ordens federais”.

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