As autoridades russas já começaram a aplicar as novas regras no que respeitam à mobilização de reservistas, para reforço do Exército e, com efeito, já começaram a chegar as primeiras convocatórias militares que ameaçam os recipientes de “medidas restritivas”, caso não respondam.
A informação foi adiantada por Grigory Sverdlin, líder da ONG Go by the Forest, que teve acesso a uma das cartaz que convoca um cidadão russo para se apresentar num centro de recrutamento imediatamente.
“Atenção! Se não se apresentar num posto de recrutamento militar dentro do período indicado, várias medidas restritivas serão aplicadas”, lê-se na missiva divulgada pelo ativista.
A 14 de abril, Putin promulgou uma série de mudanças que preveem que as convocatórias militares possam ser enviadas por email, ao mesmo tempo que a legislação restringe os direitos de quem tentar ‘escapar’ à mobilização para a guerra.
As convocatórias para o serviço militar passam a ser enviadas por via eletrónica, e entram em ação assim que aparecerem no sistema Gosuslugi, um portal usado pelos russos para pagar contas ao Estado, e serão consideradas como oficialmente recebidas após uma semana, tenham ou não chegado de facto a quem se destinam.
Os homens que não respondam à convocatória para serem mobilizados serão proibidos de viajar para o estrangeiro. Terão também as cartas de condução invalidadas e não poderão fazer o registo de abertura de um negócio, registarem-se como empresário individual ou trabalhador por conta própria, pedir registo de um apartamento ou casa, ou até efetuar o requerimento de crédito ou pedido de empréstimo.
As medidas, explicou o líder do comité de Defesa do parlamento russo, vão ser aplicadas aos homens que já saíram do país para evitar a mobilização.
As medidas são aplicadas a todos os elegíveis para mobilização, homens entre os 18 e 27 anos, com as listas a serem atualizadas a cada seis meses.













