“O Reino Unido foi, é e sempre será o nosso eterno inimigo”, diz Medvedev, que ameaça Londres com ataque

O ex-presidente russo Dmitry Medvedev referiu-se hoje ao Reino Unido como um “eterno inimigo” da Rússia, ameaçando atacar a “execrável e húmida ilha” com “o mais recente sistema de armas” russo.

Pedro Zagacho Gonçalves

O ex-presidente russo Dmitry Medvedev referiu-se hoje ao Reino Unido como um “eterno inimigo” da Rússia, ameaçando atacar a “execrável e húmida ilha” com “o mais recente sistema de armas” russo.

As declarações incendiárias foram feitas no seu canal de Telegram, num longo texto em que Medvedev reage às sanções britânicas contra cinco agentes dos serviços secretos russos pelo papel que desempenharam na detenção do dissidente Vladimir Kara-Murza.

“O Reino Unido sem foi, é, e sempre será o nosso eterno inimigo- Pelo menos até que chegue altura em que a sua ilha arrogante, execrável e húmida ilha se afunde no abismo do mar, por uma onda desencadeada pelos mais recente sistema de armas russas topo de gama”, afirmou o ex-líder russo, e um dos braços-direitos de Putin.

“Nem sequer estou a falar de um ‘caso’ específico, mas sobre a crecça deles de que é um castigo terrível e que os oficiais russos vão curvar-se em histerismo por causa disso. Afinal, é evidente que não passa de um conflito ebtre uma forma obsoleta, a monarquia inglesa degenerada, e o conteúdo ridículo, basta olhar às caras dos mais recentes primeiros-ministros (…= para ver que surgiram algumas criaturas bastante bizarras”, criticou Medvedev, referindo-se a Theresa May, Boris Johnson e Rishi Sunak (e ignorando Liz Truss).

As sanções aplicadas pelo Reino Unido surgem depois de um tribunal em Moscovo ter decidido que o jornalista político Vladimir Kara-Murza teria a sua liberdade restringida após ser libertado da prisão, para além de o ter condenado a 25 anos de prisão numa cadeia de máxima-segurança, e ao pagamento de uma multa de quase 5 mil euros.

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Kara-Murza foi condenado por crimes de disseminação de falsa informação sobre as Forças Armadas, por ser considerado ‘agente estrangeiro’ e trabalhar com organizações vistas como ‘inimigas’ da Rússia e por alta-traição.

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