O professor Boaventura de Sousa Santos referiu que a acusação da ativista argentina Moira Ivana Millán “é absolutamente caluniosa”: em entrevista ao jornal ‘Público’, o investigador sublinhou “ter todo interesse” que a comissão especial criada pelo Centro de Estudos Sociais (CES), da Universidade de Coimbra, investigue as acusações com imparcialidade.
“Tenho em minha posse documentos que, na minha perceção, desmentem essas imputações”, referiu o académico, acusada pela investigadora argentina de abuso sexual. “Atira-se para cima de mim, manuseia-me, quer beijar-me, eu empurro-o”, afirmou, referindo-se a um encontro que terá tido lugar na casa do professor, em 2010.
“Lutei muito, durante a minha vida toda, para que a voz de todos pudesse ser ouvida. Este momento não é exceção e espero que também a minha voz seja ouvida com a mesma atenção que outras vozes”, acrescentou.
“Tenho todo o interesse em que a comissão independente criada pelo CES efetue a competente investigação de todas as denúncias”, reforçou Boaventura de Sousa Santos. “Que ouça todas as partes com igual imparcialidade e rigor. É fundamental que não exista interferência de qualquer tipo nem de qualquer pessoa. E para que quem tenha algo a dizer, negativo ou positivo, o possa fazer livremente”, referiu.
Recorde-se que o professor enfrenta já oito acusações de de assédio sexual e mortal – Lieselotte Viaene, Catarina Laranjeiro e Miye Nadya foram autoras de um artigo no qual relataram uma série de comportamentos sexuais inapropriados do professores. Seguiram-se novas denúncias, como as de Moira Millán e da deputada estadual brasileira Bella Gonçalves. Por último, há três investigadores, atualmente representadas pr uma advogada brasileira, que acusaram Boaventura de Sousa Santos.
Boaventura Sousa Santos já tem oito denúncias de assédio moral e sexual




