“Todos os aliados concordam com a entrada. Mas sem uma Ucrânia soberana, não vale a pena discutir adesão à NATO”, garante Stoltenberg

Secretário-geral da aliança atlântica garantiu ainda que todos os aliados concordaram com a entrada de Kiev

Francisco Laranjeira

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, garantiu esta sexta-feira que todos os aliados da aliança atlântica concordaram que a Ucrânia se torne membro da organização. “Mas agora a prioridade é garantir que Kiev vença e que o presidente russo, Vladimir Putin, não vença. Sem um país independente, não faz sentido falar em adesão”, destacou o responsável, antes da reunião dos aliados na base americana de Ramstein, na Alemanha, no qual serão discutidos novos fornecimentos de armas a Kiev.

“O presidente Zelensky tem expectativas muito claras sobre a adesão do país à NATO. Discutimos isso e as garantias de segurança. A Ucrânia precisa de segurança porque ninguém pode prever como e quando esta guerra vai terminar”, explicou Jens Stoltenberg.

“O que sabemos é que, uma vez terminada, esta história não se pode repetir, que a Rússia não voltará a atacar a Ucrânia. Se a Ucrânia não vencer como um país soberano, não podemos falar em adesão”, referiu o secretário-geral da NATO, sublinhando que Putin cometeu vários erros ao iniciar a invasão do país vizinho, entre os quais subestimar as capacidades das forças ucranianas e pensar que iria assumir o controlo do território rapidamente.

Em visita surpresa a Kiev, na passada quinta-feira, Jens Stoltenberg garantiu que o “futuro da Ucrânia é na NATO, todos os nossos aliados sabem. Deixem-me ser claro, o lugar certo da NATO, por direito, é com a família Euro-atlântica. O lugar da Ucrânia é na NATO. E com o tempo, o nosso apoio vai ajudar-vos a tornar isto possível”, assegurou, tendo anunciado apoio com equipamento militar, sublinhando que, até agora, os aliados já treinaram dezenas de milhares de soldados ucranianos e garantiram mais de 65 mil milhões de euros de ajudas militares.

“A NATO está ao vosso lado hoje, amanhã, o tempo que for necessário”, prometeu Stoltenberg, antes de convidar Zelensky a estar presente na cimeira da NATO em Vilnius, em junho.

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