Reunião do Conselho de Segurança da ONU boicotada contra russa com mandado de detenção

Tribunal Penal Internacional está a acusar Lvova-Belova e o Presidente russo, Vladimir Putin, da suposta deportação ilegal de menores da Ucrânia

Executive Digest com Lusa

Meia centena de países assinaram uma declaração conjunta condenando a reunião convocada hoje pela Rússia no Conselho de Segurança para se defender das acusações de deportação ilegal de menores da Ucrânia.

Para essa reunião, a missão russa convidou a comissária russa para a infância, Maria Lvova-Belova, alvo de um mandado de captura do Tribunal Penal Internacional (TPI).



“Hoje, a Rússia mais uma vez abusará dos seus poderes e privilégios como membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas para espalhar desinformação sobre o sequestro generalizado e a deportação forçada ilegal de milhares de crianças ucranianas”, escreveram os 50 países no comunicado.

Entre as nações signatárias, na sua maioria países europeus, estão Estados Unidos, Itália, França, Reino Unido, Espanha, Japão e Nova Zelândia. No entanto, há uma clara ausência de Estados latino-americanos, africanos ou asiáticos.

O único país latino-americano a assinar a declaração foi a Guatemala.

Na nota argumenta-se que com esta reunião informal, a Rússia pretende “apresentar as suas ações na Ucrânia como se estivessem alinhadas com o direito internacional, os direitos da criança e a agenda sobre crianças e conflitos armados. Isto não poderia estar mais longe da verdade”.

“Condenamos inequivocamente as ações da Federação Russa na Ucrânia, incluindo e em particular a deportação forçada de crianças, bem como outras graves violações contra crianças cometidas pelas forças russas na Ucrânia”, concluiu a nota.

O Tribunal Penal Internacional está a acusar Lvova-Belova e o Presidente russo, Vladimir Putin, da suposta deportação ilegal de menores da Ucrânia.

Em resposta ao convite para o encontro a Lvova-Belova, o Reino Unido optou na véspera por bloquear a transmissão do encontro no serviço de televisão da ONU, embora a Rússia já tenha conseguido formas alternativas de o transmitir.

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