Crise bancária provocou “extensos danos” e será “sentida nos próximos anos”, revela CEO do JPMorgan Chase

Jamie Dimon negou críticas de que as grandes instituições financeiras beneficiaram e muito com o colapso do Silicon Valley Bank e do Signature Bank

Francisco Laranjeira

A crise bancária desencadeada pelos recentes colapsos do Silicon Valley Bank e do Signature Bank ainda não acabou e vai espalhar-se pela economia nos próximos anos, revelou esta terça-feira o CEO do JPMorgan Chase, Jamie Dimon. Na carta anual aos acionistas, o presidente-executivo do maior banco dos Estados Unidos destacou os extensos danos que o colapso do sistema financeiro causou a todos os bancos – pequenos e grandes – e pediu ao poder legislativo que pensem com cuidado antes de responder com mais regulamentação.

“Essas falências não foram boas para bancos de qualquer tamanho”, escreveu Dimon, refutando as críticas de que as grandes instituições financeiras beneficiaram e muito com o colapso dos dois bancos. “Qualquer crise que prejudique a confiança dos americanos nos seus bancos prejudica todos os bancos – um facto que era conhecido mesmo antes desta crise”, relatou.



“Embora seja verdade que essa crise bancária ‘beneficiou’ os bancos maiores devido à entrada de depósitos que receberam de instituições menores, a noção de que esse colapso foi bom para eles de alguma forma é absurda”, indicou.

As falências do SVB e do Signature Bank, argumentou, têm pouco a ver com o facto de os bancos contornarem as regulamentações, sublinhando que a alta exposição à taxa de juros do SVB e a grande quantidade de depósitos não segurados já eram bem conhecidos dos reguladores e do mercado em geral.

A recente crise bancária vai impor mudanças regulatórias. “É extremamente importante evitarmos respostas instintivas, malucas ou politicamente motivadas que geralmente resultam em alcançar o oposto do que as pessoas pretendiam”, frisou.

A Federal Deposit Insurance Corporation revelou que vai propor novas mudanças nas regras em maio, enquanto o Federal Reserve está a conduzir uma revisão interna para avaliar que mudanças devem ser feitas. Mas, apontou Jamie Dimon, “o debate nem sempre deve ser sobre mais ou menos regulamentação, mas sobre que combinação de regulamentações poderá manter o sistema bancário dos Estados Unidos o melhor do mundo”.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.

Mais Notícias

O segredo dos gatos no ar: ciência explica acrobacia que intriga há séculos

Moçambique/Ataques: Ruanda admite retirar-se de Cabo Delgado

Irão: Filho do xá pronto para liderar “assim que a República Islâmica caia”

Instituto de Apoio à Criança regista em 2025 quase 3.500 pedidos de apoio

Irão: Israel ordena nova evacuação no Líbano em antecipação de mais ataques

Mota-Engil pede indeferimento liminar de ação intentada pela Muddy Waters

O erro comum na cozinha que pode estar a estragar as suas panelas

Português Gonçalo Castelo-Branco escolhido para comité de medicina do Nobel

Volvo ES90 – A ascensão da serenidade sueca no paradigma do luxo elétrico A indústria automóvel vive hoje um momento de inovação tecnológica e de disrupção onde a potência bruta é frequentemente utilizada mas não mostra a verdadeira alma/essência de um automóvel Contudo ao sentar-me ao volante o novo Volvo ES90 percebi de imediato que não estamos perante mais um sedan elétrico mas sim uma nova filosofia de automóvel Este é para mim um dos melhores Volvo já fabricados e talvez dos mais bonitos, o que é difícil dizer porque sempre os considerei todos eles muito elegantes. A marca conseguiu manter a verdadeira essência do minimalismo e rigor/luxo discreto, mas elevando-o a uma experiência sensorial sem precedentes, onde o rigor construtivo e o conforto – absurdo é mesma palavra – dita as regras. O Volvo ES90 pertence ao segmento E- Premium e trata-se de modelo “hibrido” pois está posicionado acima das segmentações tradicionais, e trata‑se de um fastback mas com alma de SUV. Desafia também as convenções volumétricas pois tem 4,99 m de comprimento, mas um coeficiente aerodinâmico de apenas 0,25, Trata-se de um modelo desenhado sobre a batuta da equipa de design da Volvo em Gotemburgo mas respira ADN escandinavo Os faróis martelo de Thor evoluíram para uma assinatura digital pixelizada enquanto a traseira apresenta uma porta de abertura ampla sublinhando a versatilidade. Foi exaustivamente testado na Suécia enfrentando condições de frio extremo para garantir que a dinâmica de condução e a gestão térmica da bateria são infalíveis. Testei a unidade com tração integral Twin Motor que revelou um comportamento de exceção. A plataforma SPA2, a mesma do EX90, confere uma rigidez estrutural que há muito não se via no segmento. Nas estradas portuguesas, entre o empedrado cidadino, estradas de terra batida, AE para Évora e as nacionais, vejo que o ES90 isola os ocupantes de forma magistral (até o teto de abrir escurece). A suspensão pneumática com tecnologia ativa adapta-se em milissegundos eliminando qualquer vibração O espaço interior é o habitual, ou seja, muito amplo, minimalista mas de um conforto e desenho discretos. A experiência é de um silêncio absoluto sendo que a Volvo afirma ser o habitáculo mais silencioso de sempre da marca, graças ao uso extensivo de materiais de isolamento acústico e vidros laminados duplos de série. A ergonomia dos bancos segue o habitual da marca com a certificação ortopédica e redefina o que esperamos de uma viagem de longo curso. Mas o ES90 não é simplesmente um automóvel, mas também um computador sobre rodas equipado com um sistema de computação central e com vários processadores Nvidia onde a capacidade de processamento inteligência artificial é oito vezes superior aos modelos anteriores. Através dos sensores lidar e dos radares da última geração, cria-se um escudo de 360° detectando objetos a 250 m mesmo em escuridão total. O sistema de infotainment com inteligência artificial da Google permite um controlo por voz natural e uma personalização preditiva de rotas baseada nos hábitos do condutor. O ecrã central é hoje muito mais intuitivo e apresenta vários modos de condução e os habituais comandos de voz natural e da afinação dos espelhos etc. As baterias também estão associadas a algoritmos de inteligência artificial para otimizar a saúde da mesma, permitindo carregamentos mais rápidos mas sem degradar as células. Este modelo é fabricado na unidade de última geração da Volvo que tal como a marca preconiza utiliza energia 100% energia renovável As baterias desenvolvidas com as melhores marcas, da CATL à Northvolt possuem uma capacidade líquida até 106 kW na versão ultra. A grande inovação reside aqui no sistema elétrico de 800 wattts, que é uma estreia na marca e que permite recuperar 300 km em apenas 10 minutos As células têm também uma vantagem pois utilizam uma química de baixo teor de cobalto (caro, volátil em preço, associado a riscos na cadeia de abastecimento e frequentemente ligado a preocupações éticas na sua extração) Muito importante é o passaporte da bateria recorre a blockchain para garantir a reestabilidade total dos materiais. Já falamos do luxo do minimalismo, da qualidade de construção e dos materiais, de um bem-estar a bordo que convida alongas viagens num conforto sem precedentes e um comportamento demasiado preciso. E é isso mesmo que este Volvo transmite para o cliente que valoriza o estatuto mas sem ostentação; o executivo ou aquela família que procura segurança máxima e sustentabilidade real. Concorre com os BMW e a Mercedes e o Audi, contudo pela sua versatibilidade e altura posiciona-se numa zona cinzenta de conforto superior que o torna único. Temos finalmente ao rival à altura das marcas premium mais conceituadas. O Volvo está disponível em três versões com preço a partir dos 72.945 para particulares ou 55.000 mais IVA para as empresas. Possui uma autonomia até 700 km na versão single Motor extended range e a potência pode ir até aos 680 cavalos Twin Motor Performance. “O ES90 representa a nossa abordagem holística à sustentabilidade e à segurança, sendo o sedan mais avançado que alguma vez concebemos.” — Vanessa Butani, Head of Global Sustainability da Volvo Cars. “Com o ES90, elevamos o padrão do que uma berlina de luxo deve ser na era elétrica: equilibrada, inteligente e profundamente humana.” — Jim Rowan, CEO da Volvo Cars.

Irão: Guerra entra em fase decisiva e vai durar o tempo necessário – Israel

Mais Notícias