“O maior fator de atraso no nosso país foi mesmo não ter investido a tempo e horas nas qualificações”, admite Costa

Primeiro-ministro esteve reunido com alunos do Ensino Superior.

Pedro Gonçalves

António Costa afirmou hoje que o “maior fator de atraso” no desenvolvimento de Portugal foi a falta de qualificações dos trabalhadores, admitindo que a situação está a ser revertida. O primeiro-ministro assumiu também que a falta de alojamento para estudantes é o maio obstáculos para que mais alunos prossigam o Ensino Superior.

Em encontro com estudantes do Ensino Superior e responsáveis pelos Politécnicos, Costa realçou os esforços feitos para aumentar a oferta de alojamento para estudantes, referindo a aplicação de verbas do PRR, as políticas de habitação encetadas pelo Governo e o mercado, que “vão permitir o número de camas disponíveis para alunos do ensino superior até 2026”, num “esforço enorme”. “O acesso ao alojamento é hoje a maior barreira para o acesso ao Ensino Superior”, afirmou Costa.



O primeiro-ministro defende que “não bastam mais camas disponíveis” e referiu as medidas do pacote Mais Habitação do Governo, como a limitação do Alojamento Local.

“Não tenho duvidas de que muitas das habitações que eram dedicadas ao alojamento estudantil foram desviadas para outro tipo de alojamento, mais rentável, mas que criou uma maior pressão e desequilíbrio no aceso ao alojamento estudantil. Por isso é fundamental regularmos o crescimento do Alojamento Local, para que haja mais habitações disponíveis para alojamento estudantil”, considerou o primeiro-ministro.

“O investimento no Ensino Superior tem sido um esforço coletivo que o País tem vindo a realizar e que tem de perseguir. O maior fator de atraso no nosso país foi mesmo não ter investido a tempo e horas na qualificações”, apontou António Costa.

O primeiro-ministro assumiu que é “um investimento que se tem vindo a fazer”, mas que tem de ser efetuado “em toda a linha”. Destacou passos já tomados como a agilização do ensino pré-escolar, a redução do abandono escolar precoce no Ensino Secundário e o aumento do número de alunos que ingressam no Ensino Superior.

No entanto, o primeiro-ministro assume que há outro desafio agora: combater o abandono escolar no Ensino Superior.

Assim, Costa defendeu que é necessário “criar condições para que mais alunos frequentem o Ensino Superior”, “para que as universidades e politécnicos” também possam aumentar a oferta e qualidade do ensino prestado.

O primeiro-ministro apontou ainda necessidade de criar condições “para que os politécnicos continuem a da o seu enorme contributo para a internacionalização” dos estabelecimentos de ensino portugueses, destacando que muitos jovens estrangeiros vêm para Portugal porque reconhecem a qualidade do Ensino Superior nacional.

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