A Amazon duplicou em 2022 as suas apreensões de produtos falsificados, tendo ultrapassado os 6 milhões, segundo revelou esta terça-feira a 3ª edição do seu ‘Relatório de Proteção de Marca’.
A gigante de comércio eletrónico aumentou em 33% o investimento no combate à falsificação em 2022 para 1,106 mil milhões de euros – face a 829,5 milhões em 2021 – e empregou 15 mil pessoas para esssa tarefa, um aumento de 3 mil funcionários. Em 2020, a Amazon destruiu quase 2 milhões de produtos falsificados. Em 2021, o número subiu para 3 milhões, segundo revelou o jornal espanhol ‘El Economista’.
“Os falsificadores têm um amplo espectro, do luxo aos produtos do dia a dia”, afirmou Dharmesh Mehta, vice-presidente da Amazon.
A gigante tecnológica bloqueou mais de 800 mil tentativas de criação de contas fraudulentas de vendedores, uma quebra face aos 2,5 milhões de tentativas do ano anterior e 6 milhões em 2020.
A empresa de Bezos apontou quatro pilares fundamentais na luta contra a fraude: controlos preventivos, dotando as marcas de ferramentas de proteção, promovendo a responsabilização dos falsificadores na Justiça e consciencializar o consumidor.
A empresa acrescentou que exige informações muito detalhadas sobre a identidade, endereço e contas bancárias dos seus vendedores associados. Também afirmou que organiza entrevistas em vídeo entre funcionários da Amazon e os seus vendedores para verificar os dados.
No ano passado, a Amazon processou mais de 1.300 supostos falsificadores nos Estados Unidos, Reino Unido, Europa e China junto às autoridades competentes, um aumento face aos 600 registados em 2021.
No ano passado, “desenvolvemos ainda mais a nossa tecnologia para antecipar as ações dos infratores e redobrar os nossos esforços para promover ações legais”, revelou Dharmesh Mehta, sublinhando: “Apreciamos a crescente colaboração de toda a indústria nesta área e continuaremos a inovar e trabalhar com todos os participantes relevantes para atingir falsificação zero”, explicou.














