Falta de investimento em recursos humanos e técnicos pode estar a pôr em causa segurança dos passageiros da Soflusa, denunciam trabalhadores

Paulo Rodrigues, da Comissão de Trabalhadores da empresa, criticou ainda o IEFP pela ineficácia

Francisco Laranjeira

A falta de investimento em recursos humanos e técnicos pode estar a pôr em causa a segurança dos passageiros da Soflusa, acusou esta segunda-feira Paulo Rodrigues, da Comissão de Trabalhadores da empresa, em declarações à rádio ‘TSF’.

“Somos quatro tripulantes, sendo que um dos tripulantes – que é o mestre – não sai da ponte, que é o rádio operador do navio. Sobram três tripulantes para 700 passageiros, e que têm de saber distribuí-los pelos meios de salvamento. E isso, na prática, não foi testado”, denunciou o responsável, durante a visita de Catarina Martins, líder do Bloco de Esquerda, que fez a travessia do Tejo para ouvir as preocupações dos trabalhadores.



“Esperamos sempre que corra bem, não é? Infelizmente, continuam a cair aviões, continuam comboios a descarrilar… Onde está o homem está o perigo”, referiu, sublinhando que o problema da falta de marinheiros e maquinistas é agravado pela ineficácia do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).

“Houve jovens que tiraram formações para iniciarem a carreira nas máquinas, e era para irem estagiar para a Transtejo, onde faz mais falta. E agora está tudo travado há sete meses, porque o IEFP não dá resposta”, sustentou.

Já Catarina Martins acusou o Governo de fugir às responsabilidades. “Estes trabalhadores não estão sequer a ter os aumentos salariais que António Costa prometeu a todos os trabalhadores da esfera do Estado”, referiu a líder bloquista, que sublinhou que o “investimento que foi prometido nunca apareceu”.

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