As autoridades russas sustentam que o ataque a bomba que matou, no domingo, o ‘blogger’ militar russo Vladlen Tatarsky e feriu mais de 30 pessoas em São Petersburgo, foi orquestrado e planeado pelos serviços secretos da Ucrânia, em colaboração com a ONG de Sergei Navalny, opositor de Putin, a Fundação Anticorrupção (FBK, na sigla original).
O Comité Nacional Antiterrorista da Rússia adianta, segundo o Novaya Gazeta, Daria Trepova, a suspeita do ataque à bomba, já entretanto detida, é apoiante do FBK.
“O ataque terrorista cometido a 2 de abril em São Petersburgo contra o conhecido jornalista Vladlen Tatarsky doi planeado pelos serviços especiais da Ucrânia, com envolvimento de agentes que colaboraram com a Fundação Anticorrupção de Navalny, da qual a detida Daria Trepova é uma apoiante ativa”, asseguram as autoridades russas, em comunicado.
No canal de Telegram da plataforma de notícias Mash, controlada pelo Kremlin, é adiantado que Trepova teria aceitado um novo trabalho “supostamente para alguns jornalistas ucranianos”. “Ela recebe missões da Ucrânia, pelas quais recebe pagamentos e transferências em dinheiro. As tarefas estavam relacionadas com passagem de encomendas, e a entrega de uma escultura a ser entregue a Vladlen Tatarsky, durante uma palestra, a 2 de abril”, escreve o órgão de comunicação.
Trepova, de 26 anos, trabalhava numa loja em São Petersburgo e mudou-se para Moscovo há alguns meses. O marido da jovem assegura que esta não sabia que o busto que levava tinha explosivos, e defende que Daria foi incriminada.
МВД опубликовало видео с Дарьей Треповой после задержания
Видео: МВД РФhttps://t.co/cLfle735Rz pic.twitter.com/uplN8KMGEX
— Новая газета Европа (@novayagazeta_eu) April 3, 2023
Esta segunda-feira o Ministério do Interior da Rússia divulgou um vídeo de um excerto do primeiro interrogatório a Daria Trepova, onde esta diz que considera ter sido detida por “ter estado no local em que Vladlen Tatarsky foi assassinado”. Nas imagens, a jovem russa admite ter entregua o busto que continha os explosivos ao blogger russo, mas não revela a origem da estátua e do material explosivo que causou a morte de Tatarsky e feriu mais 30 pessoas após ser detonado.
Os investigadores russos “detiveram Darya Tryopova, suspeita de participação na explosão no café de São Petersburgo” no domingo, anunciou o Comité de Investigação da Rússia na rede social Telegram.
O ‘blogger’ militar russo e defensor da guerra na Ucrânia Vladlen Tatarsky morreu, no domingo, numa explosão num café em São Petersburgo, disseram autoridades da Rússia.
Mais de 30 pessoas ficaram feridas pela explosão e 10 delas permanecem em estado grave, segundo responsáveis médicos russos.
O Ministério do Interior russo já havia identificado a suspeita como Darya Tryopova, uma moradora de São Petersburgo, de 26 anos, que foi anteriormente detida por participar nas manifestações contra a guerra na Ucrânia.
Os meios de comunicação russos disseram que a bomba estava escondida numa caixa que continha um busto de Tatarsky que a suspeita deu como prenda ao ‘blogger’ pouco antes da explosão.






