
No mesmo dia em que foi dado a conhecer o exercício financeiro referente ao derradeiro trimestre, o presidente da Volkswagen, Matthias Müller, deu a conhecer os cinco passos fundamentais para realinhar o grupo no trilho certo após o escândalo das emissões poluentes dos motores diesel EA 189.
“Temos de olhar além da atual situação e criar condições para o desenvolvimento contínuo e de sucesso da Volkswagen”, referiu Müller em Wolfsburgo, manifestando confiança de que “a Volkswagen vai sair mais forte desta situação”. As bases fundamentais da estratégia do grupo para 2025 serão apresentadas no próximo ano.
Para o CEO da VW, a prioridade máxima neste momento é apoiar os clientes afetados pela situação com as emissões de óxido de azoto dos motores diesel EA 189, afirmando que “os nossos clientes estão no centro de tudo o que os nossos 600.000 empregados em todo o mundo fazem”. A solução para este problema, cujo desenvolvimento está a ser feito em parceria com a Autoridade Alemã dos Transportes Automóveis (KBA), deverá começar em janeiro de 2016.
A segunda prioridade de Müller passa por levar a cabo uma investigação aprofundada deste problema para “descobrir a verdade e aprender com ela”, anunciando que também a firma Deloitte foi chamada para dar a sua contribuição e que os culpados deverão ser “severamente responsabilizados”.
No mesmo âmbito, a terceira das prioridades para Müller prende-se com a planificação de novas estruturas no Grupo Volkswagen, visando a “descentralização da gestão do grupo até a um nível mais extenso”, preconizando maior independência para cada marca e para cada região. O Conselho de Supervisão vai focar-se na adequação de estratégias entre marca, tirando maior partido das sinergias de grupo e assegurando que os recursos são utilizados de forma eficiente.
Ligada a esta premissa, a quarta prioridade para o presidente da marca Volkswagen está focado na mudança de cultura e de comportamento de gestão, devendo manter-se a procura incessante pela perfeição e responsabilidade social, mas que é necessárias uma nova forma de comunicar e de lidar com os erros enquanto companhia. Por fim, a última das premissas mencionadas por Müller assenta na transformação do Plano de Estratégia 2018 em Plano de Estratégia 2025, com uma mensagem pungente.
“Muitas pessoas fora da Volkswagen, mas também alguns de nós, não percebemos que a nossa Estratégia 2018 é sobre muito mais do que números de produção. Muitas coisas foram subordinadas ao desejo de se ser ‘mais rápido, mais alto e maior’, em especial em termos de vendas”, afirmou, enaltecendo que o objetivo não é vender 100.000 veículos a mais ou a menos do que um competidor rival, numa clara alusão à disputa com a Toyota pelo estatuto de maior construtor mundial em termos de vendas. Ou seja, para Müller, o foco tem de estar num crescimento qualitativo.
Müller revela as cinco prioridades imediatas da Volkswagen
No mesmo dia em que foi dado a conhecer o exercício financeiro referente ao derradeiro trimestre, o presidente da Volkswagen, Matthias Müller, deu a conhecer os cinco passos fundamentais para realinhar o grupo no trilho certo após o escândalo das emissões poluentes dos motores diesel EA 189. “Temos de olhar além da atual situação e criar condições para o desenvolvimento contínuo e de sucesso da Volkswagen”, referiu Müller em Wolfsburgo, manifestando confiança de que “a Volkswagen vai sair mais forte desta situação”. As bases fundamentais da estratégia do grupo para 2025 serão apresentadas no próximo ano. Para o CEO…
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