Os custos das seguradoras com sinistros do ramo automóvel foram de 863,5 milhões de euros até final de setembro, o que representa uma descida de 7,9% em comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo os dados da própria APS.
Assim, há seguradores que “já anunciaram iniciativas para, na renovação da anuidade, aumentarem a bonificação”.
Isso “significa um prémio mais baixo para a frente”, afirma José Galamba de Oliveira, notando que há outros casos em que as companhias estão a anunciar que vão “devolver já uma parte do prémio deste ano”. Portanto, “essa preocupação está muito presente nas companhias de seguros”, realça.
“Não há aqui nenhuma estratégia concertada”, garante. Em causa está o facto de “cada companhia [estar] a analisar a sua carteira e a perceber as consequências do confinamento e o impacto que teve na sua carteira e a chegar à conclusão de que há uma parte disso que de facto pode ser devolvida aos tomadores de seguros”.
E isto resultará, na prática, numa redução dos prémios. “Ou dos prémios atuais – há companhias a devolver ‘cash’, portanto, a fazer um crédito – ou então na prestação futura do próximo ano”.
Ao mesmo tempo, a procura por seguros de saúde aumentou cerca de 9% este ano, devido à pandemia e aos efeitos que teve no SNS, afiança Galamba de Oliveira. “Este foi o único seguro ao longo destes meses que manteve a sua trajetória de crescimento”, aponta.
Por outro lado, os seguros de acidentes de trabalho recuaram cerca de 10% nos primeiros meses de pandemia, mas o responsável da APS sinaliza que a recuperação deste ramo começou entretanto, “à medida que as empresas foram também reabrindo e começando a sua atividade”.













