Como os elétricos estão a abrir caminho aos autónomos

Existe um mercado de mais de um bilião de dólares em todo o mundo dedicado ao investimento em veículos sem condutor.

Automonitor

O caminho para a inovação antecipa que estes veículos venham a ser mais do que autónomos: prevê-se que sejam conectados, eletrificados e partilhados. Para que seja possível chegarem às estradas em 2027, os consumidores recordam a necessidade de uma infraestrutura de carregamento mais rápida, uma maior durabilidade das baterias, longos alcances, segurança, tecnologia regulada e proteção de dados pessoais e do veículo. 

Porque existem vários pontos de contacto, os veículos elétricos estão a contribuir de forma decisiva para os avanços tecnológicos da condução autónoma:



 

  • Os que defendem as novas tecnologias querem as duas inovações no mesmo carro: elétrico e autónomo;
  • É mais fácil implementar funcionalidades de condução autónoma em carros elétricos;
  • O carregamento wireless integra-se no conceito de autonomia
  • Para serem mais eficientes, os veículos autónomos devem ter um longo alcance, o que também é uma ambição do mercado elétrico.

 

Um ponto importante a ter em conta é o facto da tecnologia autónoma se integrar melhor nos motores elétricos. É mais fácil para um computador conduzir um carro elétrico e, de facto, muitos já incluem sistemas drive-by-wire que substituem os tradicionais sistemas mecânicos por controlos eletrónicos. Este tipo de sistema cria uma plataforma mais compatível e flexível para as tecnologias de condução autónoma.

Existem, assim, várias vantagens em eletrificar, logo à partida, os veículos autónomos, dado que são complementares e baseados em tecnologia inteligente. No entanto, juntar estes dois mundos no mesmo carro implica uma conversão de energia, dado que existem diferenças de voltagem. Uma forma dos fabricantes corresponderem às enormes necessidades de energia dos carros elétricos é recorrer aos híbridos, com um motor elétrico e um de combustão, em vez de se virarem para os 100% elétricos, pelo menos na criação dos primeiros modelos. Será preciso um grande avanço tecnológico no que diz respeito às baterias, de forma a aumentar o alcance e funções autónomas, para chegar a um carro autónomo e integralmente elétricos. Estas exigências poderão vir a ser correspondidas na transição do lítio para a baterias de estado sólido, mais compactas e com maior capacidade. Os especialistas acreditam que estas baterias poderão vir a ser comercializadas daqui a 10-20 anos.

Foi definida pela Society of Automation Engineers (SAE) uma hierarquia de cinco fases para os veículos autónomos. Atualmente a indústria está na fase dois, definida como uma “autonomia parcial”. Nesta fase, os veículos já podem travar e controlar a direção sozinhos.

No próximos anos assistiremos a grandes mudanças para chegarmos à autonomia total, mas para isso será preciso que tecnologia, regulação, infraestruturas e outros fatores se alinhem. 

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