Cortejo fúnebre de agente da PSP percorre ruas de Lisboa. Homenagem reúne polícias e civis

A cerimónia percorreu as ruas de Lisboa, sob o olhar e aplausos de colegas e civis, que não quiseram deixar de prestar uma última homenagem. 

Simone Silva

Aconteceu há instantes o cortejo fúnebre do agente da PSP, Fábio Guerra, que morreu no sábado, após ser agredido à porta de uma discoteca em Lisboa.

A cerimónia percorreu as ruas de Lisboa, sob o olhar e aplausos de colegas e civis, que não quiseram deixar de prestar uma última homenagem.

No decorrer do trajeto a viatura fúnebre, escoltada pela PSP, fez uma paragem na sede do Comando da PSP de Lisboa, em Moscavide, para um minuto de silêncio em homenagem a Fábio Guerra, tendo sido feita também a guarda de honra.

A viatura segue agora para a Covilhã, em concreto para a Igreja de São José, na Rua dos Penedos Altos, local de onde o agente da PSP era natural, apesar de prestar serviço na Amadora, em Lisboa.

Recorde-se que o agente morreu na segunda-feira pelas 09h58, “vítima das graves lesões cerebrais que sofreu”, depois de estar em coma desde o dia 19 de março, em que foi agredido, anunciou a PSP na manhã desse dia.

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O incidente ocorreu na madrugada de sábado, pelas 06:30, “no exterior de um estabelecimento de diversão noturna, na Avenida 24 de Julho”, tendo começado com agressões mútuas entre vários cidadãos.

Segundo relatou na altura a PSP, no local encontravam-se “quatro polícias, fora de serviço, que imediatamente intervieram, como era sua obrigação legal”, acabando por ser agredidos “violentamente” por um dos grupos, formado por cerca de 10 pessoas.

Durante a ação policial, um dos polícias foi “empurrado e caiu ao chão, onde continuou a ser agredido com diversos pontapés, enquanto os restantes polícias continuavam também a defender-se das agressões”, adiantou a PSP.

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Os agressores colocaram-se em fuga e não foi possível a sua identificação imediata, mas entretanto dois dos suspeitos – militares da Marinha – já foram apanhados e detidos pela PJ. Um terceiro encontra-se ainda em fuga.

Os três agentes agredidos tiveram sábado alta do hospital e já prestaram declarações à PJ. Segundo fonte citada pela Lusa, os três agentes “já foram ouvidos em interrogatório pela Polícia Judiciária (PJ)”, ajudando a investigação em curso desta polícia.

A fonte indicou ainda que os agentes alvo de agressão atestaram que se identificaram como polícias ao intercederem numa desordem naquele local de diversão noturna e adiantou que a Marinha está a colaborar com a PJ na identificação de alguns dos suspeitos das agressões, por se tratarem de militares daquele ramo das Forças Armadas.

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