Portugal já vive há mais tempo em democracia do que em ditadura. Veja o que mudou nestes 17.500 dias

O Parlamento assinalou o facto de Portugal estar agora há mais tempo em democracia do que em ditadura, comparando as estatísticas e dados do tempo de Salazar com os atuais. 

Simone Silva

O Parlamento assinalou o facto de Portugal estar agora há mais tempo em democracia do que em ditadura, comparando as estatísticas e dados do tempo de Salazar com os atuais.

Portugal já vive há 17.500 dias em democracia, ultrapassando os 17.449 da ditadura – tal como sublinhou o primeiro-ministro, esta manhã – e muito mudou neste período. Por exemplo, a taxa de analfabetismo desceu dos 26% para 5%.

A mesma tendência pode ser observada na mortalidade infantil, que baixou de quase oito mil para cerca de 240 e na esperança de vida, que estava nos 68 anos e passou para os 81.

Outros dados que ilustram a mudança, prendem-se com as leis da violação. Na ditadura se houvesse violação e o criminoso casasse com a vítima não se previa qualquer pena, ao contrário do que acontece hoje, com seis anos de prisão.

Também no que diz respeito ao adultério há alterações. Se antes o homem que matava a mulher por tê-lo traído, era só desterrado para fora da comarca por seis meses, atualmente isso implica uma pena de prisão até 25 anos. No caso da mulher, a pena para o adultério era de até oito anos, hoje não existe.

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O número de divórcios era também muito diferente, sendo uma prática pouco comum na altura. Antes de 1974 havia registo de cerca de 600 divórcios, agora há mais de 20 mil.

De destacar ainda a água canalizada, que no tempo do Salazar não existia em metade das habitações, assim como instalações sanitárias e esgotos. Também o betão era muito pouco comparado com atualmente: antes havia 66 quilómetros de autoestrada, hoje há mais de três mil.

Quando a regras comuns como a maioridade, antes chegava aos 21 e hoje apenas 18 anos. Cabia ao marido administrar os bens do casal, hoje ambos têm as mesmas responsabilidades.

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Ainda em matéria de igualdade de género, era permitido na altura que o marido abrisse a correspondência da mulher e a impedisse de trabalhar, o que agora não acontece.

A par disso, as mulheres não podiam candidatar-se à carreira diplomática, magistratura, cargos de topo na máquina do Estado e nas Forças Armadas. Hoje o cenário é bem diferente.

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