Rússia perdeu mais de 10% das forças enviadas à Ucrânia, indicam Estados Unidos

Ministério da Defesa da Rússia não identificou publicamente o número de baixas que a Rússia sofreu desde o início de março, garantindo na altura terem morrido 498 soldados. A Ucrânia, por seu turno, alegou ter matado 15 mil soldados russos, incluindo cinco generais

Francisco Laranjeira

A Rússia perdeu mais de 10% das forças que enviou para a Ucrânia, segundo garantiu esta terça-feira um alto funcionário do Pentágono, sob condição de anonimato, que apontou que a Moscovo tem agora “um pouco abaixo” de 90% das forças que reuniu na Bielorrússia e no oeste da Rússia antes da operação militar que começou a 24 de fevereiro.

A estimativa dos Estados Unidos chegou depois de um tabloide pró-Kremlin ter divulgado, na passada 2ª feira, o que disse serem dados do Ministério da Defesa da Rússia, que indicavam 9.861 soldados russos mortos e 16.153 feridos durante a guerra na Ucrânia – o relatório do Komsomolskaya Pravda foi rapidamente retirado.

O Ministério da Defesa da Rússia não identificou publicamente o número de baixas que a Rússia sofreu desde o início de março, garantindo na altura terem morrido 498 soldados. A Ucrânia, por seu turno, alegou ter matado 15 mil soldados russos, incluindo cinco generais.

Noutro âmbitos, as autoridades americanas garantiram que continuam a ver sinais de que a Rússia está a enfrentar problemas logísticos, incluindo dificuldades no transporte de combustível e abastecimentos para as suas tropas na Ucrânia, em parte devido à resistência ucraniana – a escassez tornou-se tão aguda que alguns soldados russos congelaram devido à falta de equipamentos apropriados. “Algumas tropas realmente sofreram e foram retiradas da luta por causa de congelamento”, apontou o funcionário do Pentágono.

“Eles estão a ter problemas problemas contínuos de logística e sustentação, e mais uma vez porque os ucranianos fizeram um bom trabalho ao frustrar os seus esforços de reabastecimento, bem como porque não achamos que eles planearam adequadamente a logística e a sustentação”, acrescentou, garantindo que os EUA estão a ver indicações de que os ucranianos “agora são capazes e estão dispostos a retomar o território conquistado pelos russos”.

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De acordo com as estimativas da ONU, pelo menos 953 civis foram mortos e cerca de 1.557 outros ficaram feridos na Ucrânia desde que a Rússia começou a sua invasão, alertando no entanto que o número poderá ser muito maior.

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