Saber de que forma é possível aumentar o reembolso do IRS este ano, é sempre importante, sendo mais uma maneira de conseguir angariar mais dinheiro. Por isso, o especialista em Finanças Pessoais Pedro Andersson, responsável pela rúbrica ‘Contas-poupança’, dá algumas dicas.
1.Cuidado com o IRS Automático
A primeira consiste em ter atenção com o IRS automático. “Se trabalha por conta de outrem, ou só recebe pensões e validou tudo no e-fatura, provavelmente as contas estarão certas, mas se tem alguns rendimentos extra ou deduções específicas, o caso fica logo mais complicado”, explica o especialista.
Assim, importa sempre verificar nos detalhes (nas barras coloridas das deduções no IRS Automático) se estão lá as despesas todas que esperava encontrar e se o seu agregado familiar está correto, com os filhos todos e ascendentes”. Em caso de falha, “recuse o IRS Automático e entregue manualmente substituindo os valores pelos valores corretos”.
2.Apostar no englobamento
Segundo Pedro Andersson, “o englobamento é uma das dicas mais importantes para quem tem pensões ou rendimentos baixos como o salário mínimo nacional”, isto porque, “se entregarem o IRS e colocarem uma cruzinha no englobamento podem ir buscar praticamente todos os juros retidos nos depósitos a prazo, certificados ou outros rendimentos de capitais”, explica.
3.Ter atenção às pensões de alimentos
“Enquanto não existir uma decisão do tribunal e as finanças não forem informadas dela os reembolsos podem não corresponder à realidade. A dedução de 600 ou 900 euros por cada filho (depende da idade da criança) e todas as despesas da criança vão para o primeiro progenitor que entregar o IRS”, alerta o especialista.
Desta forma, sublinha, “assim que houver decisão judicial ambos têm de registar a decisão do tribunal nas Finanças” e “quando houver pensão de alimentos, é muito importante que tenham em atenção um detalhe: há pais e mães a pagar IRS a mais porque erradamente colocam a pensão de alimentos no seu próprio NIF em vez de o colocarem no NIF dos filhos”, refere.
4.Optar por entregar IRS em conjunto
Outra das dicas é que “mesmo que um membro do casal esteja desempregado ou não tenha rendimentos normalmente compensa sempre entregar o IRS em conjunto, porque o rendimento é dividido por dois e assim aproveita as deduções de todos”, o que “pode fazer muita diferença”, aponta.
5.Aderir ao IRS Jovem
Os jovens que terminaram os estudos em 2020 e entraram no mercado de trabalho em 2021 podem ter um desconto de 30% no IRS. Há uma condição: têm de entregar o IRS sozinhos.
Assim, quando preencher documento, “deve alterar a linha dos rendimentos para o código 417 (em vez de 401 ou 402) que diz “ao abrigo do regime previsto no artigo 2B do código do IRS. Tem ainda de colocar o ano da conclusão dos estudos, o nível de qualificação e o NIF do Estabelecimento de ensino”, segundo o responsável.
6.Consignar 0,5% do seu IRS
“Não se esqueça de que pode ajudar uma instituição à sua escolha com 0,5% do seu IRS. Isso não lhe custa nada e está a ajudar instituições com papéis muito importantes na sociedade e que dependem da sua generosidade. Tem a lista no Modelo 3 do IRS”, recomenda Pedro Andersson.
Contudo, o especialista pede que “tenha em atenção que se escolher dar também o IVA isso já vai sair do seu bolso. Se recebeu menos do que estava à espera pode ser porque colocou esta cruzinha sem querer. Claro que pode dar também o IVA, mas mas porque quer e não por engano”.




