Cinco coisas que tem em casa e que podem estar a espiá-lo

Qualquer equipamento ligado ao wi-fi está exposto a uma eventual invasão

Francisco Laranjeira

Ponto prévio: quanto mais dependente for de aparelhos domésticos ligados à internet, maior a probabilidade de ser alvo de ataques informáticos que podem colocar em risco a sua privacidade. Os utilizadores sabem também que há dispositivos mais ‘perigosos’ do que outros – como uma câmara ou microfone – e que devem causar mais preocupação do que uma lâmpada ou um sistema de fecho inteligente.

Qualquer equipamento ligado ao wi-fi está exposto a uma eventual invasão mas é preciso particular atenção aos dispositivos que contam com sensores que podem captar imagens e som e que, além de poderem disponibilizar os dados, permitem aos hackers ‘darem uma vista de olhos’ a sua casa. Há pois cinco dispositivos smart que podem ser usados por criminosos para espiar um utilizador.

Smart TV

Curiosamente, as smart TV podem ser alvo fácil dos invasores e o perigo aumenta quando o modelo em questão tem microfone integrado. Uma vez hackeada, a TV pode disponibilizar tanto a imagem do utilizador como, potencialmente, captar tudo o que é dito na sala sem o dono saber. Em 2015, a Samsung foi acusada de partilhar gravações de voz dos utilizadores. Mais tarde, a empresa sul-coreana implementou um sistema de segurança em três estágios para solucionar o problema.

Para não ser uma vítima deste tipo de vulnerabilidade, é importante optar por marcas mais reconhecidas e que têm mais probabilidade de implementar melhorias de segurança. Além disso, é importante atualizar o sistema operativo para instalar eventuais correções de bugs disponibilizadas pelo fabricante. Equacione a hipótese de colocar um adesivo se a sua televisão tiver uma câmara, para garantir privacidade.

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Câmaras Wi-Fi

No topo da lista de mais usadas em bot nets, as câmaras wi-fi são também um dos principais pontos de vulnerabilidade. Uma vez invadidas, os dispositivos podem dar ao hacker o acesso ao feed de imagens capturados pela lente – o problema é maior quando o equipamento de segurança está do lado de dentro de casa, situação em que a câmara pode ser usada para vigiar o rotina do utilizador.

A principal dica é usar sempre câmaras com conexão criptografada. Assim, os dados enviados pelo aparelho aos servidores do fabricante não podem ser lidos por um invasor.

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Caixas de som inteligentes

‘Google Home’, ‘Amazon Echo’ ou ‘Apple HomePod’ são alguns dos exemplos de caixas de som smarts que captam a voz do utilizador e podem ser alvo de invasão. Como os aparelhos usam uma conexão criptografada, o hacker teria de roubar a password do utilizador para entrar na conta e ter acesso ao histórico de comandos de voz.

Para se manter seguro, ative o login em duas etapas da sua conta para evitar que o seu perfil seja invadido. É importante também evitar marcas desconhecidas com reputação desconhecida a respeito do nível de segurança dos servidores.

Intercomunicadores para bebés

Normalmente estão conectados à rede sem fio da residência e podem ser vetores de ataques. Estes aparelhos têm câmaras para monitorizar as crianças quando os pais estão noutra divisão da residência. No entanto, o problema é parecido ao das câmaras de segurança: se o dispositivo tiver uma conexão frágil, os invasores podem bisbilhotar o interior da residência e acompanhar os passos da família.

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Drones

Os drones foram o último dispositivo na lista dos mais visados pelo crescimento dos últimos anos. Podem facilmente ameaçar quem mora num apartamento, por exemplo, com um risco mais sérios porque, neste caso, a vítima tem menos controlo sobre a situação: mesmo que não tenha qualquer aparelho smart em casa, um drone pode sobrevoar a janela e filmar do lado de fora.

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