A Guarda Nacional Republicana (GNR) inicia hoje uma campanha de prevenção e sensibilização da violência no namoro, tendo registado no ano passado 1.105 crimes em todas as faixas etárias, 332 com idade até aos 24 anos.
Em comunicado, a GNR indica também que durante o ano de 2020 foram registados 1.110 crimes de violência no namoro em todas as faixas etárias. Desses crimes, 365 vítimas encontravam-se na faixa etária até aos 24 anos.
Também a PSP inicia esta segunda-feira uma operação nas escolas de sensibilização para a prevenção da violência no namoro, um fenómeno que resultou em 2.215 denúncias registadas em 2021.
“Em 2021 foram registadas mais de 2.215 denúncias de violência no namoro, sendo a grande maioria das vítimas do género feminino”, adiantou a direção nacional da PSP em comunicado.
De acordo com o mesmo texto, a maioria dos relatos de violência no namoro apresentados à Polícia de Segurança Pública (PSP) no ano passado envolveram tanto violência psicológica como física.
A campanha da GNR #VaisParar, que se inicia hoje, Dia de S. Valentim, e termina a 20 de fevereiro, visa incentivar todos os jovens a denunciar e a não aceitar qualquer tipo de violência psicológica, emocional, física, social ou sexual.
Durante a campanha, a GNR vai realizar ações de prevenção e sensibilização, visando combater “comportamentos violentos e todas as formas de agressão existentes, em especial no namoro entre jovens, onde estes comportamentos são precoces”.
A GNR destaca a importância de alertar os jovens para a importância das relações saudáveis baseadas em princípios e valores como o respeito, tolerância e autoestima.
Por sua vez, a PSP inicia nas escolas uma operação de sensibilização e informação, que vai decorrer até 25 de fevereiro, “reforçando o compromisso da prevenção da violência doméstica e, em particular, da violência no namoro”.
De acordo com esta força de segurança, a operação destina-se aos alunos do terceiro ciclo do ensino básico e do ensino secundário – faixa etária dos 13 aos 18 anos -, através dos polícias que integram o Programa Escola Segura.
“A intervenção precoce é um dos princípios de atuação consagrado na legislação de menores em Portugal e, particularmente nesta matéria, são reconhecidos os efeitos negativos na formação da personalidade e referências sociais das crianças quando expostas à violência em ambiente familiar”, adiantou o comunicado.





