A crise energética na Europa está a agravar-se e vários países da União Europeia (UE) começaram a tomar medidas, perante o risco de problemas de abastecimento, avança o ‘elEconomista’.
A Europa tem atualmente cerca de oito semanas de armazenamento de gás e o risco de um corte no fornecimento da Rússia está a conduzir à procura de abastecimentos alternativos e medidas de proteção mútua.
Nesse sentido, o chamado Fórum Penta Energia – formado pela Áustria, Bélgica, França, Alemanha, Luxemburgo, Holanda e Suíça – criou um grupo de trabalho para coordenar em conjunto a gestão do abastecimento de gás a nível regional, conforme revelado por Claude Turmes, Ministro da Energia do Luxemburgo.
De qualquer forma, a União Europeia e os Estados Unidos mantiveram intensa atividade diplomática nas últimas duas semanas para garantir rotas alternativas de fornecimento de gás para a Europa através do Catar, Azerbaijão ou Austrália.
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e a presidente da Comissão, Úrsula von der Leyen, assumiram, na semana passada, numa declaração conjunta, o compromisso mútuo de garantir o fornecimento de gás à Europa.
Alguns dias depois, os Estados Unidos começaram a acelerar a entrada em operação de algumas das suas principais infraestruturas de exportação de gás. Existem atualmente sete grandes instalações no país.
A Ucrânia, por sua vez, também está a negociar um contrato de fornecimento com a Hungria para garantir o seu acesso a esse hidrocarboneto. Tanto a Europa como os Estados Unidos concordam com a necessidade de apoiar a exploração de novas rotas e capacidades de trânsito de gás da UE para a Ucrânia.
Na reunião realizada na segunda-feira do Conselho de Energia entre os EUA e a UE, foi destaque a importância de continuar a apoiar o processo de sincronização das redes elétricas da Ucrânia e da República da Moldávia com a rede europeia continental.




