Infetado com Covid-19 mas sem sintomas? Deve continuar em isolamento, esclarece DGS

A diretora geral da saúde, Graça Freitas, esclareceu esta sexta-feira que quem está infetado com Covid-19 deve continuar em isolamento, mesmo não tendo sintomas da doença. 

Executive Digest

A diretora geral da saúde, Graça Freitas, esclareceu esta sexta-feira que quem está infetado com Covid-19 deve continuar em isolamento, mesmo não tendo sintomas da doença.

“As pessoas com teste positivo, com ou sem sintomas, continuam em isolamento porque estão doentes e para não contagiar os outros”, disse, em entrevista à RTP3, adiantando, contudo, que está a ser estudada a possibilidade de redução (desse período) para cinco dias.”

A responsável adiantou ainda que “se quisermos atuar sobre a transmissibilidade e travar as cadeias, teremos que continuar a atuar sobre os contactos”, colocando-os também em isolamento.

Contudo, ressalvou, “se virarmos o nosso foco para os doentes e evolução da doença, vamos libertar as pessoas do isolamento profilático, ou seja, podem não ter que cumprir em isolamento”.

“Se não tiverem esse isolamento, não quer dizer que enquanto tivermos o vírus em circulação não tomem medidas de etiqueta social”, sublinhou ainda Graça Freitas, citada pela estação.

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Quanto a uma mudança para regras menos rígidas, a responsável disse que “há neste momento, em toda a Europa, estudos e documentos para fazermos a transição para uma nova normalidade”, havendo a expectativa de “atingir uma linha de base que dure alguns meses até à próxima estação outono-inverno”.

“Nesta fase de transição entre a epidemia e a doença tornar-se mais endémica, estamos a estudar todos os setores da nossa vida, desde a vigilância epidemiológica, ao isolamento de contactos, à política de testagem, terapêutica e vacinação”, afirmou Graça Freitas.

Mas quando será feita essa transição? Isso “depende da velocidade em que atingirmos a tal linha de base”, explicou. “Não estamos com uma pressão exagerada sobre o sistema de saúde, mas ainda temos alguma mortalidade. Temos que olhar com cautela. O tempo em que introduzimos medidas de alívio não poderá ser num tempo em que a epidemia ainda esteja muito ativa”, concluiu.

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