A Direção-Geral da Saúde encontra-se a preparar o levantamento de algumas restrições de combate à pandemia, avança a ‘CNN Portugal’, adiantando que os especialistas concordam que esse alívio deve acontecer já este mês.
Filipe Froes, pneumologista e coordenador do gabinete de crise da Ordem dos Médicos (OM), considera que a tomada de posse de um novo Executivo pode ser o gatilho para avançar com mudanças, já na segunda quinzena de fevereiro.
O mesmo defende o presidente da Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública, Gustavo Tato Borges. “Em princípio, a partir do fim desta onda de Ómicron, no final de fevereiro, poderá ser a altura em que vamos consideravelmente levantar as medidas, passaremos para uma vigilância não tão apertada da covid”, disse à ‘CNN’.
“Nesta altura, temos um prazo temporal de menos de três semanas para fazer ajustes”, corrobora Bernardo Gomes, médico especialista em saúde pública, alertando, contudo, que são de “evitar de forma absoluta declarações como ‘libertação total’, ‘a pandemia acabou’ e ‘endemia’”.
E que medidas podem ser aliviadas?
Para Tato Borges, “Portugal não tem assim tantas medidas que seja necessário aliviar”, no entanto, defende que, em breve, “deixaremos de usar máscara nos espaços interiores”, assume à estação, adiantando que depois “os contatos de risco e positivos não serão isolados.
Já Bernardo Gomes refere a “possibilidade de preparar um desmame progressivo das medidas”, ainda que Portugal não tenha para já um “cenário hospitalar que nos deixe tranquilos”.
“É possível que exista um alívio adicional de medidas em duas ou três semanas e das primeiras coisas que tem de sair é o uso regular do certificado no quotidiano, não faz sentido tantos atos burocráticos no dia-a-dia”, refere à ‘CNN’, apontando também uma mudança na testagem, deixando de usar tanto o PCR.



