Os trabalhadores da Carris vão reunir-se esta quinta-feira, dia 27 de Janeiro, em “plenário geral centralizado” para discutir a proposta de aumento salarial apresentada pela administração da empresa.
Manuel Leal, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal (STRUP), que vai participar na reunião de hoje, admite a possibilidade de greve se as exigências não forem ouvidas.
“O objetivo deste plenário é discutir com os trabalhadores o que fazer perante uma proposta completamente provocatória que o Conselho de Administração efetuou, relativamente à atualização salarial”, disse em declarações à Multinews.
Segundo o responsável, foi proposta “uma atualização de 10 euros, que é completamente inaceitável, tendo em conta aquilo que é a realidade dos salários dos trabalhadores da Carris e a consequente aproximação ao salário mínimo”.
Por isso, adianta, “aquilo que exigimos é que o Conselho evolua na sua proposta, para uma outra que respeite os trabalhadores e se distancie do salário mínimo”, afirma sublinhando que caso isso não aconteça podem avançar com ações de greve.
“Estará tudo em discussão no plenário, inclusive a possibilidade de greve. Os trabalhadores vão decidir de acordo com a discussão, num quadro de forte pressão por parte do Conselho de Administração”, refere.
Manuel Leal indica que “os trabalhadores do tráfego, motoristas e guarda freios, estão a ser pressionados a não participar no plenário de hoje, o que é também inaceitável”, lamenta. “Consideramos ilegítimo este posicionamento, que será também fator de decisão hoje”, concluiu.
Já na semana passada, Manuel Oliveira, do Sindicato Nacional dos Motoristas e Outros Trabalhadores (SNMOT), que também participa no encontro de hoje, tinha dito à Lusa que o plenário iria decorrer na sede da Carris em Miraflores, distrito de Lisboa, hoje entre as 10h e as 15h.
O responsável justificou a “amplitude de horário com o facto de querer resolver os problemas dos trabalhadores da Carris, mas causando o menor incómodo aos utentes” que precisam de utilizar o meio de transporte.
Recorde-se que na terça-feira da semana passada, a administração da Carris iniciou com os sindicatos representativos dos trabalhadores a negociação para o Acordo de Empresa para 2022 e as atualizações salariais, altura em que as estruturas sindicais rejeitaram o aumento salarial de 10 euros apresentado.




