A Rússia endureceu o discurso e garantiu que não vai esperar indefinidamente pelas respostas dos Estados Unidos e da NATO às suas propostas de segurança. Esta segunda-feira, o chefe da delegação russa nas conversações de Viena sobre segurança militar e controlo de armas, Konstantin Gavrilov, frisou que se o Ocidente ignorar as exigências de Moscovo, a Rússia vai proteger a sua segurança por outros meios e a consequências serão sentidas “pelos americanos e europeus nos seus pescoços”, enfatizou Gavrilov.
Moscovo afirmou ainda que Kiev está a concentrar um grande número de forças na linha de contacto com Donbass, no sudeste do país, e considerou que é uma prova de que a Ucrânia está a preparar-se para lançar uma ofensiva. O anúncio foi feito pelo porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov, aos jornalistas. “As autoridades ucranianas estão a concentrar enormes quantidades de forças e meios na linha de contato com as autoproclamadas repúblicas (de Donetsk e Luhansk). O caráter dessa concentração aponta para preparativos para ações ofensivas”, resumiu Peskov.
O Kremlin acrescentou que a Rússia está preocupada com a situação e pediu à NATO que dissuada Kiev de recorrer à força para resolver o conflito. Peskov denunciou ainda a “histeria” na Europa devido às crescentes acusações de uma iminente invasão russa.












