Praias negras e milhares de aves mortas. Derrame de petróleo atingiu em força duas reservas naturais do Peru.
Os trabalhos de limpeza na costa do Peru prosseguem, mas o cenário é absolutamente desolador: praias cheias de crude e milhares de aves mortas são já as primeiras vítimas do derrame de petróleo no Oceano Pacífico no passado sábado, 15, numa refinaria operada pela Repsol.
“É o pior desastre ecológico registado aqui nos últimos tempos”, considerou logo o governo peruano, citado pelas agências internacionais.
Ao todo, estima-se que tenham sido derramados mais de 6 mil barris de petróleo, afetando uma área de 18 mil quilómetros quadrados de zonas protegidas, onde vive uma grande variedade de plantas e animais.
Ao que se sabe, o desastre resultou das fortes ondas provocadas pela explosão de um vulcão submarino em Tonga, reino polinésio com mais de 170 ilhas. Um tsunami acabaria depois por atingir o Peru, depois de percorrer mais de 10 mil quilómetros.
Foi quando abalroou o navio de carga que estava a descarregar na refinaria La Pampilla, da petrolífera espanhola Repsol, a quem as autoridades peruanas já exigiram que pague pelo desastre ecológico que provocou.
“A Repsol deve-nos compensar imediatamente pelos danos”, fez igualmente saber o ministro do meio ambiente do país, Ruben Ramirez, acrescentando ainda que um dos quatro terminais da refinaria está encerrado até que as causas do derrame sejam determinadas.




