“Votar é muito mais seguro do que ir às compras ou ao multibanco”, diz porta-voz da Comissão Nacional de Eleições

O porta-voz da Comissão Nacional de Eleições, João Tiago Machado, desvaloriza os perigos inerentes ao ato eleitoral, tendo em conta a experiência adquirida em ações anteriores, considerando que “votar é seguro”, muito mais do que outras situações do quotidiano. 

Revista de Imprensa

O porta-voz da Comissão Nacional de Eleições, João Tiago Machado, desvaloriza os perigos inerentes ao ato eleitoral, tendo em conta a experiência adquirida em ações anteriores, considerando que “votar é seguro”, muito mais do que outras situações do quotidiano.

Em entrevista ao ‘Diário de Notícias’ (DN), o responsável recorda que “estas são as quartas eleições em pandemia. As primeiras foram as legislativas regionais dos Açores, em setembro, e essas sim de 2020, que foram o primeiro grande teste ao que eram umas eleições em pandemia”.

“De facto, logo aí, tivemos uma primeira experiência que correu bem, com coisas que foram, entretanto, afinadas, mas que correu logo bem e passou-se bem a mensagem nos Açores, porque temia-se que houvesse um aumento da abstenção e o resultado final foi que até reduziu a abstenção, porque passou-se a mensagem de que votar é seguro”.

Uma mensagem que, segundo João Tiago Machado, “as pessoas parecem ter esquecido” e que deve vir “outra vez para cima da mesa porque, de facto, votar é seguro”, sublinha. “Tudo o que é feito numa assembleia de voto é muito mais seguro do que num supermercado, é muito mais seguro uma pessoa ir votar do que ir às compras ou a uma caixa multibanco”, acrescenta.

“É bom que as pessoas assumam isso como uma coisa completamente válida. E, tal e qual como o que fomos aprendendo, foi afinar exatamente essa máquina para criar maiores barreiras, para impedir mesmo fisicamente e obrigar mesmo a que haja distanciamento social, e criar essas barreiras para que todos os contactos sejam minimizados ao máximo”, defende ao ‘DN’.

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O responsável considera ainda exagerado o número apontado e pessoas em isolamento devido à Covid.19, no decorrer do eleitoral. “Esse número chavão do meio milhão, hoje, já é patente que não vai existir. É lançado nesta política de criar o medo e o terror às pessoas, acho que é uma mensagem que não pode passar de maneira nenhuma”, aponta.

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